Carnaval
E lá vem o Carnaval. Despencarei para o Rio no maior esquema "programa de índio". Sexta-feira a noite saio de São Paulo, se não chover e fechar o aeroporto. Na melhor das hipóteses, estarei em casa às 21hs. Na pior, no último vôo. Pretendo dormir muito, não pensar em apartamentos, ver os amigos e aproveitar o luxo do ar condicionado em casa.
Por que é que paulistano não tem ar condicionado em casa?
Não vale dizer que aqui não faz tanto calor, porque isso é mentira. Faz um calor bisonho no verão e a maior parte dos prédios têm janelas pequenas e em ângulos desfavoráveis à entrada de uma brisa. A ventilação é mal projetada e os apartamentos parecem estufas. Mas nem assim os prédios têm o espaço para ar condicionado. Muitos nem têm a estrutura elétrica para aguentar o consumo extra que as maquininhas felizes trazem. Outros proibem a alteração de faixada inevitável quando se coloca um ar condicionado.
Por que?????
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Peguei maus hábitos em São Paulo. Vivo corrigindo os locais:
- Não é bolacha, é biscoito. Bolacha significa um tapa ou uma porrada mesmo.
- Não é lanche, é sanduíche. Lanche é algo mais abrangente, que pode ou não incluir um sanduíche.
- Não é carta, é carteira de motorista. Carta é o que você escreve para a avó e manda pelo correio.
- Matte Leão não é a mesma coisa que Ice Tea, dizer isso é sacrillégio.
- Cândida é um adjetivo fofo, não sinônimo de água sanitária.
E por aí vai. Muito estranho tudo isso.


2 Comentários:
ei! você não devia "corrigir". devia adaptar-se aos locais.
primeira lição: começar toda e qualquer frase com um "entããão".
;)
Sem chance, bro!
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