Na Mosca
Há muitas razões para escrever um blog e milhares de outras para não fazê-lo. Eu já tenho blogs desde o início de 2001. Passei por várias fases, desde o diário escancarado até o blog temático onde nem meu nome aparecia. Tive problemas com desconhecidos que achavam que me conheciam, tive pessoas que me xingavam nos comentários, conheci novos e excelentes amigos por causa de blog, causei confusões e escrevi em código.
Meu saldo é positivo, apesar de eu nunca ter conseguido manter o blog que eu leio na minha cabeça. Falta tempo, disposição, ânimo, público… Daí olho para os vários amigos que têm blogs famosos e me pergunto se vale a pena o esforço. Acredito que não vale pela psedo-fama. Mas talvez valha a pena fazer alguma coisa da qual seja possível ter uma pontada de orgulho, algo direcionado, que seja realmente interessante.
Não digo que nunca mais começarei uma frase com “euâ€. As experiências pessoais são potencialmente a parte mais interessante de escrever. Mas é preciso polir bem mais o tal escrever, ter algum objetivo final. E o meu, como não poderia deixar de ser, está mergulhado até o pescoço em cultura. Cinema, música, literatura, arte… As coisas que realmente me interessam.
Tem São Paulo também. São Paulo traz histórias e mudanças constantes. É uma cidade viva, para bem e para o mal. É menos fácil viver aqui do que dizem por aí. Mas também não é tão difícil quanto meus conterrâneos cariocas acreditam. É disso que eu vou falar aqui. Acho. :)
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