Pergunte ao pó
Acabei de ver o filme, com um delicioso Colin Farrel e a ridiculamente linda Salma Hayek. Não li o livro, mas gostei do filme. É uma história de amor não melosa, mas bonita. Trágica, tradicional nesse sentido apenas.
É interessante a questão racial que o filme traz, apesar de eu já ter lido por aí que o livro não trata disso em absoluto.
Mas o melhor do filme é exatamente o que deve ter deixado muita gente de saco cheio no cinema: a arte de escrever. Enquanto escritora frustrada, a idéia de uma casa de praia com a pessoa amada e uma máquina de escrever é o auge do romantismo. O sonho dourado, o glamour. Sexo e palavras, regados a vinho.
Mesmo Colin Farrel, ator errático e cheio de más escolhas em sua carreira, fica glamouroso e belo nesse cenário. Ele parece um antigo astro de Hollywood, só que mais sujo e, portanto, muito mais interessante.
Eu esperava uma história mais suja, mais decadente. Mais parecida com Bukowski. Ainda bem que não é.


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