POA
Passei o fim de semana em Porto Alegre com a família materna quase toda reunida. Faltou só uma prima curitibana. Foi bom ver quase todos muito felizes e muito bem sucedidos dentro daquilo a que se propõem. Foi bom ver, mesmo que rapidamente, as crianças que não me reconhecem mais e que eu gostaria de poder estar perto sempre. Mas o melhor foi poder ver de novo meus pais, meio que roubando o tempo e enganando a vida.
É engraçado pensar que já fui a Porto Alegre inúmeras vezes e não conheço quase nada da cidade. Não sei andar por lá, muito menos conheço as coisas que a cidade oferece. Meu tempo lá é 99,999999% família e 0,000001% para o xis coração, que não comi desta vez.
Ainda sinto sede por causa do churrasco simples de domingo. E não consegui tirar a impressão que todos eles têm de que sou uma menina que não fala nada nunca. Coloco a culpa no cansaço, que me tira a espontaineidade e me fez abandonar o casamento do meu tio antes da meia noite para ir dormir dentro do carro.
Casamentos são complexos. A cerimônia tende a cair numa das seguintes armadilhas:
1. Breguice
2. Pieguice
3. Constrangimento
4. Rapidez excessiva, dando impressão de que não é sério
Como não conhecia a noiva, não deu para avaliar bem. Além disso, a mistura de sono, sapato apertado e microfone baixo tirou minha atenção do discurso do ministro. Mas rolou uma interatividade da platéia, o que é meio estranho. Acho que sou tradicionalista demais...
Mas eu fiquei feliz de ver todo mundo feliz e ver a maior parte das solteiras sair de lá motivada a casar logo. Só assim as pessoas se reúnem!


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