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Terça-feira, Agosto 01, 2006

Eleições

Começou a esquentar o tema "Eleição", finalmente. Não gosto do tema, mas entendo muito bem a importância e gosto de ver as pessoas debatendo. Quase sempre algumas pessoas dizem absurdos extremos, que são rebatidos com absurdos extremos. É bom acompanhar e saber quais são as opções antes de tomar uma decisão.
É preciso saber ouvir críticas quando se fala em orientação política. Hoje é moda falar mal do Lula, como antes era moda falar bem. Lamento por tudo o que aconteceu, lamento pelo dinheiro roubado e pelas vidas perdidas que são conseqüência disso. Lamento por tanta gente (ingênua) ter perdido a esperança. Foi bonito de ver, mas agora chega de ingenuidade, né, pessoal? Chega. MILAGRES NÃO ACONTECEM.

Eu voto nulo desde que tirei meu título por simples falta de candidatos aceitáveis para votar. Sou contra votar no menos pior, acredito sinceramente que isso apenas estimula o caos que existe, em vez de mudar efetivamente alguma coisa. Não, não acho que as eleições devem ser impugnadas, não quero uma revolução. Mas acho sim que muita gente votando nulo é um sinal de insatisfação bem mais gritante do que votar contra a situação ou contra a oposição.

Antes de atirar pedras, é preciso frisar que SIM eu procurei saber qual era o plano geral de governo dos candidatos e qual era o posicionamento de cada um deles nos assuntos que eu considero importantes para a cidade, o estado e o país.

Hoje acho inútil se concentrar muito com a eleição de governadores e presidentes. Todos eles entram no esquema de corrupção, de uma forma ou de outra, para chegarem a ser candidatos. O sistema está podre, mas não há proposta melhor do que a democracia. Então insistamos na democracia, mas agora eu pretendo prestar atenção nos deputados e vereadores, que serão o futuro político do Brasil.

São centenas - se não milhares - de candidatos. Muitos ridículos, outros revoltantes. Mas eu pretendo me dar ao trabalho de achar algum que valha o meu voto. Algum que tenha futuro. E, claro, acompanhar depois (o que é a parte mais difícil). Sei lá, acho que só assim eu vou conseguir votar em algum para presidente lá quando eu tiver uns 50 anos.

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