::lumos:: ::lumos::

Sexta-feira, Março 31, 2006

Karen's moving out

Fiz o grosso da minha mudança ontem, na correria. Comecei a arrumar as coisas na noite de quarta-feira e fui entrando em pânico à medida em que eu me dava conta de quanta coisa eu já acumulei aqui em São Paulo. Roupas, sapatos, (poucos) livros, DVDs, papéis, sacolas, fotos, murais, posters... uma infinidade de coisas que coube tranquilamente no carro da Madame Camile, a boa alma que me ajudou a carregar tudo.

Fiquei tensa enquanto ela não chegava e acabei ensacolando mais coisas, deixando no Brooklin apenas aquilo que ainda não tem como ser movido, tipo a roupa suja, que precisa ser lavada na máquina do apê antigo, já que flat não tem lavanderia de graça.

Em compensação, o flat tem sala de ginástica e terraço. E piscininha, que fica vazia. E pessoas que fazem a faxina por você. É o mínimo pelo preço quase exorbitante que estou pagando. Mas, penso para mim mesma como um mantra, é temporário. Talvez apenas três meses, talvez mais. Dificilmente menos, só em caso de catastrofe completa.

Meu apartamento/flat é bonitinho, bem grande para os padrões de flat. Tem duas bocas de fogão, um frigobar largo, um banheiro grande, uma cama imensa, um sofá-cama (viu, amigos? tem hospedagem), uma mesa de computador semi quebrada e uma mesa de jantar com dois lugares. Tem também as duas estátuas mais feias que eu já vi na vida, fotos mais pra frente no fotolog.

Tem uma micro TV com TV a cabo. Não sei se vou ligá-la, pois a internet será transferida para lá já neste sábado. Tem um Carrefour imenso do lado, fica a uma quadra de uma casa de sucos excelente, umas cinco quadras da paulista e do metrô Trianon, uma quadra e meia da casa da Carolzita e 100 metros do ponto de ônibus que me transportará até o trabalho.

Eu tô contente, mas não satisfeita. Talvez seja esse o melhor aspecto da coisa, pois vou ter paz, mas não me acomodar. Vou morar na área em que sempre quis, mas não definitivamente. Vou precisar ralar muito para me manter lá - mas vou conseguir.

Será que a nuvem negra está indo embora por uns tempos? Será que eu vou mesmo conseguir atravessar a tempestade dos últimos seis meses e sobreviver?

Eu tenho o apoio de pessoas incríveis, tanto no Rio quanto em SP. Tenho amigos que se desdobram para me dar apoio e que eu amaria mesmo que eles não pudessem/quisessem fazer isso. Tenho pessoas improváveis que seguram a minha onda quando eu não consigo mais contê-la. Em breve, em muito breve, vou poder agradecer de forma adequada a todos. E vou ser uma compania bem mais agradável :)

Agora eu vou ali, dar um pulo no Rio e afofar a minha família, que precisa de mim tanto quanto eu preciso deles. Vou afofar a Rach enquanto ela e o Doutor não chegam em SP. Vou afofar minha irmã querida, de quem sinto tanta falta. Vou afofar a Bárbara, Natalia, Fê, Mr.Kite, Gabrig, todo mundo. Correria, mas é o que dá pra fazer.

Mas antes vou pendurar minha roupa no armário novo, arejar a casa - que ainda tem aquele cheiro de azedo, de lugar muito tempo fechado. Que comece a nova era. Que comece a parte maneira de 2006, finalmente!

Consumismo




Quero. Muito. Mesmo.

Só que é caro. Mas é lindo. Mas é caro. Mas é lindo.

Ai, como eu ODEIO o spam da loja Melissa. Ele me faz querer coisas....

Quarta-feira, Março 29, 2006

Habemus teto

Sim, há um teto. Um novo teto sobre minha cabeça. Na verdade, ele ainda não está sendo usado - pego as chaves na quinta-feira. Parece casa, mas não é apê comum. É temporário sim, mas sabe-se lá quão temporário.

Agora meu lema é "aguardar com disciplina", sempre.

A mudança começa na quinta. Adeus Brooklin! \o/

Sexta-feira, Março 24, 2006

odisséia

Blood runs through your veins,
that's where our similarity ends
Blood runs through our veins
Blood runs through your veins,
that's where our similarity ends
Blood runs through our veins

- Editors

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Ontem eu passei alguns segundos me perguntando se a literatura estava influenciando a realidade. Eu sou uma desligada completa na rua, sempre fui. Ando sempre com fones de ouvido berrando músicas e, normalmente, passo meu tempo em ônibus lendo, absorta. Ontem à noite eu estava exatamente assim, alheia ao que acontecia ao meu redor, quando fui rapidamente chamada à realidade de uma forma bem... estranha.

Sentada no lado do corredor do banco, no intervalo entre uma música e outra, ouvi um barulho de uma coisa caindo no chão ao meu lado. Virei para olhar e avisar a pessoa que tinha deixado cair o item... quando vi que era um revólver.

Desviei o olhar bem rápido, então não me lembro dos detalhes. Não parecia possível que ali, aos meus pés, estivesse um revólver. Mas era. O assaltante tinha subido no ônibus para tentar escapar dos policiais que o perseguiam por ter roubado carros no sinal. Era um rapaz com cara de inofensivo, caderno de estudante na mão.

Do revólver, só me lembro de ver partes marrons e do som pesado que ele fez ao cair no chão do ônibus, com o cano virado diretamente para o meu pé direito. Fiquei em choque e simplesmente não reagi. Não chorei, não tremi, não disse nada. Só arregalei os olhos e assisti os policiais - educados! - prenderem o assaltante e levarem ele embora para a viatura, enquanto tentavam acalmar uma moça que chorava com falta de ar. Ela estava em pé ao meu lado quando a arma apareceu também aos pés dela.

Meu choque não passou rápido e, com certeza, ainda há resquícios. Não foi nada, nada de grave aconteceu. Só um susto e todas as possibilidades passando agora pela minha cabeça. As conversas pós-incidente foram também chocantes. Eu tirei o fone e fechei o livro - claro. E os rapazes do ônibus conversando sobre como tinham certeza de que os policiais iam "encher o cara de porrada", rindo.

Eu não fiquei com pena do assaltante. Nem apavorada com a situação. É horrível pensar nas possibilidades, mas foram as reações de todos os envolvidos que me fazem sentir estranha. O que a nossa reação significa? O que ela diz sobre nós? O que a minha reação diz sobre mim?

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Estava lendo, no momento do incidente, o excelente livro O mais longo dos dias, de Cornelius Ryan, sobre o desembarque na Normandia em junho de 44. Como a história da tomada de Berlim pelos russos em 1945, no livro A última batalha do mesmo autor, o relato é horripilante, sensacional, assustador e emocionante.



Real e surreal, especialmente ao olhar para a o revólver ontem. Lá estava eu, lendo sobre soldados americanos decapitados por rajadas de metralhadoras alemãs na praia Utah antes mesmo de conseguirem sair da água. E aquele revólver silencioso que eu nem conseguia olhar direito, que me fez querer fechar os olhos novamente. Surreal.

Quarta-feira, Março 22, 2006

I'm so glad I found this

Às vezes há uma grande tranquilidade em estar no meio do olho do furacão. Hoje um amigo me disse: "Sua vida não é tão ruim quanto você acha" e eu concordei. Na verdade, eu não acho ruim quando paro para dar aquela olhada com perspectiva.

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Meu novo vício, The Editors, cortesida do Sérgio. Recomendo muito Munich, Blood e Camera. Letras de emocionar, aquele quê de Joy Division, mas bom, sabe? Muito bom.

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Essa semana tem LOST e isso faz de mim uma pessoa muito mais feliz.

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E você, também usa o del.icio.us? Sensa.

Sexta-feira, Março 17, 2006

Da semana

Essa semana foi especial, teve dois aniversários muito ilustres, do Mr.Kite e do Jazzmo. E também é a semana de Saint Patrick's Day.

Mas só o futuro dirá se essa é a semana em que eu desisti ou a semana em que venci.

Quinta-feira, Março 09, 2006

Apartamentos 7432746219854 X Helena 0

Mais um ponto para os apartamentos na e-mo-cio-nan-te luta de Helena contra o mundo da locação de imóveis! A luta se aproxima do fim com uma vantagem clara para os apartamentos, que já começam a comemorar vitória no ringue!

:/

É claro que não ia ser simples, né? Mas também não precisava dessa sucessão de desastres.

Terça-feira, Março 07, 2006

Please

Alguém diz para as pessoas pararem de agir como se voltar para o Rio de Janeiro fosse a resposta para os problemas da vida? NÃO É.

Obrigada,

A gerência.