::lumos:: ::lumos::

Terça-feira, Maio 30, 2006

Game over!

Eu fui vencida pela burocracia.

Realmente não estou nem um pouco preparada para lidar com ela. Ela me exaure e eu fico confusa e não entendo porque as coisas não podem ser simples.

E o pior é que ninguém parece entender de verdade, porque é tudo questão de interpretação.

Eu fui vencida, porque cometi a ingenuidade de achar que era simples. Direto.

Mas claro que não. É massacrante, frustrante e lento. É um buraco negro do qual ninguém consegue escapar de verdade.

In cold blood

Estou lendo A Sangue Frio. É realmente excelente e assustador, pois é fácil esquecer que essas eram pessoas de verdade, que morreram de verdade. A tradução é excelente e o texto me mantém presa na história mesmo quando o cansaço ameaça vencer. Gostaria de encontrar mais fotografias das pessoas citadas, acho que faria diferença. Queria ver o rosto da super-adolescente Nancy e do anti-social Kenyon.

Não sei se algum dia vou entender esse tipo de coisa, espero que não. Mas é impressionante como o livro fascina, não pela violência, mas pelo perfil que Capote apresenta, tanto da família quanto dos assassinos. É conhecer a intimidade, mesmo que pelos olhos de Capote, dessas pessoas tão comuns e tão estranhas. Como todo mundo é de perto, acho.

Fiquei curiosa para ver o filme do livro, feito em 1967.

Sexta-feira, Maio 26, 2006

Ying e Yang

Vivo ouvindo gente falar que é preciso pensar positivo ou nos malefícios do pensamento negativo, do pessimismo.

Mas, otimista ou pessimista, isso não muda o fato que coisas boas e horríveis acontecem com todo mundo. Todo mundo vai perder pessoas e ter algum tipo de prazer. Alguns mais para um lado, outros mais para o outro, sem nenhuma justificativa aparente.

Não vejo o mundo recompensar os bons e nem necessariamente punir os maus. Tem gente ruim que se dá bem e gente boa que se dá muito mal. E o contrário também é verdadeiro. No fim, tem de tudo no mundo, tudo mesmo.

Ser otimista não impede ninguém de passar por situações ruins. Só dá uma perspectiva diferente durante esses momentos. Talvez a pessoa não mergulhe tão fundo, não se perca na tristeza. Da mesma forma, talvez os pessimistas não consigam sentir a euforia da felicidade de forma tão completa, por sempre terem a capacidade de ver problemas.

Isso não muda a máxima de que shit happens.

Então você pode escolher se vai conseguir ver a beleza das curvas perfeitas de um cocô fedegoso ou se vai sentir intensamente o cheiro nauseabundo. Mas ainda vai ser cocô, de uma forma ou de outra.

Acho que é uma questão de precisar de conforto ou não. Algumas pessoas encontram conforto na esperança de dias melhores. Outras, na certeza de que o mundo é um lugar ruim onde apenas coisas ruins acontecem.

Conviver com pessimistas radicais e uma otimista ferrenha me deu uma perspectiva um pouco diferente. Eu vi para onde o pessimismo pode levar uma pessoa, mas será que esse não teria sido o caminho mesmo com uma atitude diferente?

É o caso clássico do final de Antes do amanhecer, citado no Antes do pôr-do-sol: os fatos não oferecem nenhuma conclusão, são as pessoas com suas personalidades diferentes que dão a interpretação individual e intransferível a eles.

E agora, José?

E não é que a Canon pode parar de produzir câmeras com filme e passar a ter apenas modelos digitais?

Eu amo câmeras digitais pela liberdade econômica e quantitativa que elas trouxeram, mas sinto falta das cores que o filme captura... Os fotógrafos profissionais vão surtar!

Quinta-feira, Maio 25, 2006

Parabéns!

Hoje é o dia da toalha!

http://en.wikipedia.org/wiki/Towel_Day

http://www.bbc.co.uk/dna/h2g2/A557093

http://www.towelday.kojv.net/

Segunda-feira, Maio 22, 2006

O código Da Vinci e o amor pela polêmica

Não sou católica nem mesmo cristã, então muito do que é considerado chocante no Código Da Vinci se perde na minha imensa ignorância sobre os pormenores da religião.

Mesmo assim, me diverti tanto com o livro quanto com o filme. O livro, cheio de detalhes deliciosos de Paris, do mundo da arte e da história medieval, usava a fantasia na medida certa para criar uma trama que não deixa você colocar o livro de lado. Não é bem escrito, mas é um bom argumento.

Entendo as críticas ao Dan Brown, mas acho que as pessoas levaram a sério demais um simples Best Seller. É só isso, um livro empolgante de aventura que usa muito bem informações reais a favor do seu argumento. Mas sempre que se fala em religião os ânimos se acendem de uma forma que eu nunca vou entender, por não crer em nenhuma delas.

Confesso que, se eu tivesse que escolher a teoria que me parece mais provável, escolheria a de Dan Brown e não a oficial da Igreja Católica. Simples: é muito mais próximo da realidade do que as mirabolantes fábulas do divino. Mas é claro que outras pessoas escolhem gostos e tendências diferentes.

De qualquer forma, o filme é divertido. Ver o Louvre e Westminster, mesmo que rapidamente, já é um prazer imenso. A Audrey Tatou está decente no papel, sem posar de gostosa. O Tom Hanks não irrita, o que é um feito impressionante. Sir Ian McKellen está sensacional, assim como o mocinho que interpreta Silas, o albino do Opus Dei. Sim, ele parece com o Palpatine, mas a descrição do livro era assim mesmo. O mesmo vale para o penteado bisonho do Tom Hanks.

O filme me prendeu, eu ri bastante. Talvez mais do que deveria, mas que importa? Me diverti horrores e valeu o ingresso. Não houve tumulto nenhum no cinema, que estava parcialmente vazio. E a sessão transcorreu sem problemas técnicos ou pessoas irritantes.

Me lembrei do quanto eu amo essa coisa simples de ir ao cinema. Não sei explicar porque adoro tanto a experiência de sentar na sala escura. Mas adoro, tanto que chego a sofrer com a falta.

Não deixarei mais passar tanto tempo sem me dar esse luxo. Semana que vem tem X-Men 3. \o/

Food for thought

Quando é que as alegrias vão voltar a vir completamente dissociadas de tristezas?

O que é que as pessoas fazem quando o script dá errado? Ou quando não sabem segui-lo?

E se o script existir exatamente porque as opções não são válidas de verdade? E, mesmo se forem, como escapar da vontade louca de se encaixar?

Domingo, Maio 21, 2006

Perdidos!

AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA

A temporada acaba essa semana. Mil e uma coisas sinistras acontecendo!

Para entrar no clima, WAAAAAAAAAAAAAAAAAAAALLLLLLLLLLLLLLLLTTTTTT!

O copo e a jaca

A Lija resumiu bem o que foi a tal festa do copo vermelho ontem na Vila Madalena: "no copo tinha uma jaca e eu conferi". Confesso que não cheguei a conferir a jaca. Mas me diverti e me preocupei com os que atingiram o estágio "jaca" e "sarjeta".



Festa fechada com tudo liberado é uma tentação sempre. Junte a isso vários blogueiros famosos e amigos reunidos num só lugar e até a vontade de ficar debaixo do edredon fica em segundo plano.

Era uma casa legal, bem decorada, com bebida e comida liberada. A bebida - Johnny Walker Red Label, sucos, água e refrigerante - vinha em copos vermelhos de plástico devidamente roubados pela maioria dos convidados. A comida era ótima, canapés chiques que tinha um gosto excelente. No fim da noite, mini pão de mel, café e chá de erva doce.

A música começou muito ruim, obviamente o pessoal da organização não percebeu que o público da festa tinha um gosto ligeiramente diferente. Daí surgiu o Fred, com várias coisas legais e divertidas. Eu e as meninas do Flocgel dançamos horrores. Depois o Alexandre Matis assumiu as carrapetas e o bailão continuou.

Foi legal conhecer alguns (poucos) blogueiros famosos. Curiosamente, o clima não era de muita interação entre estranhos. Isso é muito mais fácil online ;)

Sexta-feira, Maio 19, 2006

Fashion victim

Estou doente.

Na verdade, obcecada.

Completamente obcecada.

Preciso disso, que é tudo de mais feliz que a Apple já produziu. Preciso, mas é impossível comprar no Brasil.

Veja bem, o notebook tem uma versão pequena e leve (13"), wi-fi e webcam embutidos, HD personalizável de 120G, memória expansível até 2G, Mac OS X, Boot Camp, entre muitas outras maravilhas.

Nos EUA sai por mil e poucos dólares, o preço padrão de notebook dessa categoria. Aqui no Brasil as pessoas perderam a noção e, quando têm, querem cobrar mais de DEZ MIL reais.

Alôu.

Acho que a única coisa que eu invejo dos EUA é a facilidade e os preços dos itens eletrônicos. Se eu ganhar na mega sena, semana que vem vou para Nova York comprar o computador e depois estico em Los Angeles para visitar o Six Flags: Magic Mountain. Só para relaxar.

Ai.

Não posso sonhar tanto.

Terça-feira, Maio 16, 2006

O dia em que São Paulo entrou em pânico

Não sei como foi o fim de semana em São Paulo, quando começaram as rebeliões nos presídios e os assassinatos planejados. Mas ontem, segunda-feira, as pessoas entraram em pânico. Provavelmente isso aconteceu porque os tais ataques deixaram de ser direcionados a policiais e presídios e passaram a acontecer do lado das pessoas comuns, com os ônibus que todo mundo pega todos os dias.

Começou devagar o medo. Algumas pessoas tiveram que ficar em casa porque não havia ônibus disponível. Mas ninguém parecia estar muito preocupado durante a manhã, era só conseqüência do fim de semana. Por volta do meio-dia, no entanto, chegavam os relatos de novos ataques, dessa vez no metrô. A apreensão começou a flutuar entre as pessoas como se fosse uma fumaça visível.

Aos poucos, chegavam as ligações de amigos, parentes e agregados, contando isso ou aquilo que tinha acontecido não-sei-onde. Os ataques em Higienópolis abalaram as pessoas, afinal, Higienópolis é bairro nobre, supostamente seguro.

Aqui em São Paulo tem disso: bairro seguro e bairro perigoso. Isso soa estranho para uma carioca como eu, que vive em bairros caros e elegantes que nem por isso deixam de ser perigosos. Há muito tempo, logo que mudei para cá, comentei com um amigo também exilado que em São Paulo se tem a ilusão da segurança em determinados bairros, que tudo parece lindo lá. Mas que nem por isso a cidade deixava de ser perigosa. As pessoas não estão imunes.

O caos de ontem parece agora ter sido muito mais uma reação apavorada do que uma ameaça verdadeira. Muitos boatos foram desmentidos na TV, mas continua difícil de saber exatamente o que aconteceu. As redações dos jornais publicaram muita coisa como verdade, a polícia desmentiu muita coisa que a envergonharia, o governador parecia tranqüilo... Difícil avaliar.

O que aconteceu, na minha visão, foi o seguinte: cheguei 6 e pouca da manhã na rodoviária e tinha uma fila ridiculamente grande para a compra de bilhetes do metrô. Eu não sabia, mas era por falta de ônibus na zona da rodoviária e principalmente na zona sul.

O metrô estava lotado, mas tranqüilo. Ao chegar numa reunião, num lugar atrás do aeroporto de Congonhas, fiquei sabendo que o problema continuava, que não tinha acabado no domingo a noite. Ao longo do dia, começaram a surgir os boatos na empresa.

Primeiro foram as estações de metrô metralhadas. Depois do almoço, as pessoas começaram a ficar muito, mais muito tensas com as notícias da internet e que chegavam por telefonemas de parentes e amigos em outros pontos da cidade.

Chegaram relatos de mais estações de metrô metralhadas, escolas e universidades fechando, alunos que estavam presos dentro da escola até que pais ou responsáveis fossem buscar. Muita notícia que não tinha na internet e foi aparecendo depois.

O pessoal do aeroporto ligou para o pessoal da empresa avisando que ninguém entrava nem saia de Congonhas, que tinha tido ameaça de bomba. Às 3 horas da tarde, todo mundo começou a se movimentar para ir embora. Só de carona, porque nem sinal de ônibus. Foi uma corrida por táxis (e olha que táxi em sp é caro!).

O engarrafamento na cidade era uma coisa monumental, épica. Só consegui chegar em uma hora e meia porque estava de carro, senão teria sido mais rápido ir a pé. O pânico em algumas áreas da cidade é bem grande, gente chorando só de ler as notícias. Não vi nada na rua além de alguns PMs de arma na mão interrogando um rapaz com roupas simples. Não dá muito para saber o que aconteceu de fato, era muito boato. Mas ninguém, nem eu, quis arriscar a própria pele de bobeira.

Fiquei sabendo por amigos que a situação em Higienópolis e na Freguesia do Ó era muito tensa. Helicópteros em Higienópolis, pontes do rio Tietê fechadas, essas coisas sinistras. Até as 8 da noite, o engarrafamento na cidade continuava monumental, mas magicamente não tinha mais ninguém nas ruas às nove. É que houve um boato de que o governo tinha decretado toque de recolher às oito, muitas empresas efetivamente liberaram seus funcionários às 4 da tarde.

No entanto, não fiquei sabendo de mais nenhum ataque. Houve sirenes a noite toda, mas essa foi provavelmente a noite mais silenciosa que tive desde que me mudei para o lado da Avenida 9 de julho, uma das vias mais movimentadas do centro da cidade. Não havia nenhum ônibus, nenhuma pessoa. Até madrugadas são mais animadas do que isso...

Muita gente se preparou para trabalhar de casa nesta terça, mas as coisas acabaram se acalmando. Os ônibus voltaram para as ruas e, lentamente, as pessoas voltam também. Todo mundo está consultando sites de notícias e conversando sem parar sobre os boatos, novos boatos, o que aconteceu, quanto tempo levaram para chegar em casa, o que foi dito no Jornal Nacional.

Estranho.

Vim do Rio para sentir medo em São Paulo.

Quinta-feira, Maio 11, 2006

4 anos e um dia

Era uma sexta-feira não muito quente. Mesas de bar ao ar livre na Barra. Música ruim ao vivo, cerveja e piadas boas. Olhares. Timidez, mas não exatamente insegurança. Olhares interessados e sorrisos curiosos. Um vestido preto e uma camiseta preta. Uma rosa vermelha que ajudou a selar todo um destino.

Fast forward

Uma noite de sábado meio fria destruindo escovas. Um vestido semi longo vermelho, estilo chinês, e um short de dormir em casa. Um sofá, horas de espera, uma certa fome, muito sono. Decepção compreensiva. Filme na HBO, meia calça pela sala, taxi às 6 horas da manhã.

Fast forward

Segunda-feira de trabalho. Banho correndo, ônibus do metrô, expectativas de surpresa. Presentes, DVDs. Restaurante italiano com pão, mortadela, queijos e massa para complementar. Noite de semana em Ipanema. Vinho bom. Caminhada para casa, mal estar generalizado. Sem sapatos no sofá, sofrendo em silêncio de dor mesmo, náusea, vômito. Carinho e cuidados, mão dupla. Taxi depois da meia-noite, sono agitado.

Fast forward

Outra noite de semana. Zero preparativos, um plano simples. Blusinha verde e calça preta social (da Zara!). Leblon, restaurante tailandês. Comida deliciosa, silêncios prolongados. Sorrisos e tentativas. Tranquilidade e rotina. Mãos dadas quentes. Carinho, muito carinho.

Fast forward

Buraco negro que se alimenta de TV, respira computador e cheira a solidão. Buraco negro de olhos fechados, i'm not here, this isn't happenning. Telefonema rápido. (bjus) viva voz, nenhuma lembrança. Fichas caindo. Dor. Vazio. Dor. Vazio. Mama, I'm coming home.

Segunda-feira, Maio 08, 2006

Que orgulho!

Vini Vidi Vinci => É o que o Cabaret pode dizer a todos os ventos agora ;)


Foto cortesia do Laboratório Pop!

Resenha: Laboratório Pop

Resenha: O Globo

falta menos de um mês para eu deixar de ser jovem.

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Faz frio em São Paulo. É bom, combina com a cidade. As pessoas, em geral, se vestem bem, ficam elegantes. Dá mais vontade de andar na rua, se esquentar caminhando. Também dá mais vontade de tomar chá e eu adoro chá. Chá de ervas com macarons de limão.

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Quando faz frio, parece que os caminhões e automóveis são menos agressivos. É como se sujassem menos. Isso não é verdade, é claro, mas parece.

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I wonder what will happen now.

pocahontas


me surpreendi.

o novo mundo é um filme bonito. eu não esperava, afinal, é o Colin Farrel no poster. mas é bonito. tem cenas boas, delicadas. não é para quem espera ação e não é para quem precisa de muito diálogo ou até muita explicação. tem cenas que captaram um espírito muito específico, coisas que eu tinha esquecido.

bobagem, né? é só um filme. mas me surpreendi.