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Quinta-feira, Novembro 30, 2006

Nostalgia

Às vezes acho que nunca haverá um ano como 2001. Neste período minha vida teve de quase tudo, o bom e o ruim completamente entrelaçados e inseparáveis. Diversão, muita diversão. Extremos e experiências. Eu gostaria de dizer que lembro de 2001 como o ano sem limites, mas os leitores vão logo começar a imaginar orgias, bebedeiras e bungie jumping, o que não é exatamente o que aconteceu.


Foi um ano em que meu cérebro não se sentia controlado nem tolhido por limites artificiais. Eu ACHAVA que fazia o que queria, dizia o que pensava, agia como se não houvesse ninguém olhando. E acreditar nisso me bastava.


Em 2001 conheci boa parte dos amigos que hoje são parte da família. Digo amigOs porque a maioria era composta de homens. E ontem um deles, do qual tenho infinito orgulho, mas com quem já não convivo tanto, fez um post no seu blog chique usando uma foto minha e falando de algumas das pessoas mais queridas que conheço.


O JP ontem encheu meus olhos de lágrimas de saudades, felicidade e simples nostalgia com o post sobre a geração de músicos-escritores do Rio de Janeiro. Na ordem da foto (esq. para dir.): Jazzmo, Ciça, JP, Márvio e Nix, estão na foto tirada por mim numa noite quente de 2001.





Estávamos no Empório comemorando o prêmio que Márvio acabava de ganhar por um de seus poemas. Eu ainda não tinha tido nem um terço dos papos cabeça com o Jazzmo, ainda não tinha ouvido a Ciça cantar blues, ainda não tinha lido nada do que o JP escrevia. O Márvio ainda andava pela noite carioca vestido de jogador de futebol e o Nix não fumava nem bebia. Éramos apenas jovens cariocas que amavam rock e a boemia. Éramos todos kamikazes de formas diferentes.


Eu fico feliz e triste de não estar nesta foto. Feliz porque seria uma exceção entre artistas, triste porque gostaria de poder me ver ao lado deles e lembrar do começo. É também uma das minhas fotos preferidas e, felizmente, os anos não conseguiram diminuir minha admiração por cada um dos presentes. O resumão de histórico dado pelo JP basta para ver que em cinco anos ninguém ficou parado.


Me emocionei ao lembrar que, apesar dos corações partidos e das confusões, éramos felizes e eu sabia. Neste ponto não posso falar pelos outros, mas eu sabia. Aproveitei cada segundo daquela vida nova e cheia de gente interessante. O clima era de que todos iriam estourar meteoricamente a qualquer momento. Eu era jovem e acha que era assim que acontecia.


Em 2001, havia a sensação nítida de que absolutamente tudo era possível. E talvez isso seja o que eu mais sinta falta.


+++


Orgulho dos amigos:



1. Amanhã tem lançamento do primeiro CD do Cabaret em São Paulo. O show acontece no Studio SP por volta da 1 da matina. No site da casa tem mais informações, como endereço, preço, promoções etc. O CD será vendido no local!

2. O Fred Leal contribuiu com o livro/revista 300 filmes para você ver antes de morrer, que está nas bancas do Rio e SP. "O título é bem explicativo: 300 filmes FODAS, mais um monte de informação extra: gêneros, listas, teorias, biografias, e tudo aquilo que um cinéfilo precisa ter decorado pra não fazer feio nos Espaço Unibanco e Mostra CCBB da vida."


3. Ainda sobre o Cabaret: a Lia Amancio escreveu sobre os meninos no segundo número da Rolling Stone brasileira. E ainda tem o Iggy Pop na capa!


4. O Nix criou um blog para contar como está sendo a produção do seu primeiro curta-metragem!

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Quarta-feira, Novembro 29, 2006

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Sexta-feira, Novembro 24, 2006

Intelectualóide

Eu estou lendo um livro ("A mulher do tenente francês" de John Fowles) que traz citações interessantes no começo de cada capítulo. E eis que...
"Em que consiste a alienção do trabalho? Consiste primeiramente em que o trabalho é uma coisa externa para o operário e não faz parte de sua natureza. Conseqüentemente, ele não se realiza em seu trabalho, mas, pelo contrário, nega a si próprio, sente uma sensação de mal-estar, de infelicidade... O operário, por conseguinte, só se sente à vontade nas horas de lazer, enquanto que no trabalho se sente desamparado."
Marx, Manuscritos Econômicos e Políticos (1844)

Em 1844, minha gente. Preciso ler Marx.

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Quinta-feira, Novembro 23, 2006

Viciei. Preciso.

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"Advertising has us chasing cars and clothes, working jobs we hate so we can buy shit we don't need".

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Atestado de nerd


I am nerdier than 71% of all people. Are you nerdier? Click here to find out!

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Quarta-feira, Novembro 22, 2006

Munique

p1_munich.jpgOntem eu vi Munique depois de muito adiar. Filme do Spielberg sobre questões judaicas me cansa, sinceramente. Mas esse parecia diferente, então me interessei. É de fato um filme politicamente corajoso, já que em alguns momentos compara os terroristas árabes com os assasinos israelenses. Sinceramente, não entendo muitos dos sentimentos transmitidos ali. Não sei o que o árabe quis dizer com "casa" nem "nação".


Não tenho um sentimento patriota forte, como a maioria dos brasileiros. Faço parte da cultura brasileira, mas poderia ser de qualquer outra nacionalidade. Sei bem que sou culturalmente colonizada, ocidental acima de qualquer nacionalidade. Branca ocidental. Não me sinto mais em casa num evento tipicamente brasileiro do que um gringo se sentiria. Talvez seja por isso que eu me comunique tão bem com as pessoas de fora do país.

Voltando à vaca fria, gostei muito da atuação do Eric Bana no filme. Ele é um bom ator que infelizmente sempre será o Hulk. Também tinha gostado dele como Heitor em Tróia, apesar do filme ser ruim. Acompanharei melhor o rapaz, que não é totalmente desprovido de charme e carisma.

As cenas do sequestro olímpico são realmente emocionantes. Também é impressionante a rede de contatos que existe nesta dimensão paralela que é a de política pela força bruta. Somos todos ingênuos demais....

Munique: vale ver e pensar sobre.

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Terça-feira, Novembro 21, 2006

O chamado selvagem

Quanto mais longo o feriado, mais rápido ele parece passar. Foram dias de sol e calor no Rio de Janeiro, dias que passaram sem que eu sentisse. Fui à praia, felizmente. Vi alguns amigos também. Vi menos do que gostaria, como sempre. E saí do Rio com a nítida sensação de dever visitas, conversas e horas de companhia para pessoas queridíssimas.

No entanto, tudo o que eu queria era ficar deitada no sofá, daydreaming. Também queria colo e aproveitei todo e qualquer carinho disponível nesses dias. Foram cafunés, abraços, afofamentos em geral. Enfim, foi o meu primeiro fim de semana de verão.


Sempre associei o verão à felicidade, como a maioria dos publicitários imagina. Não importa. Eu entendo o verão como algo que vai além da temperatura quente. É época de fugir do trabalho para ver os amigos e beber coisas geladas. É sentir aquele clima senegalesco e pensar que é muita sorte ter a praia à disposição. É olhar o mar verde transparente e se jogar dentro dele como se fosse outra dimensão. É dormir debaixo da barraca no final da tarde, depois almoçar de biquini e voltar para casa já de noite. É sal, areia e muita pele exposta.


Não faltou pele no Rio. Eu tinha esquecido como é legal ver as pessoas semi-nuas na rua. Eu tinha esquecido o que era sair de casa sem casaco, meninos sem camisa e meninas extremamente decotadas. Sim, é vulgar muitas vezes. Mas também é tão despreocupado, tão... livre. Fiquei nostálgica. Eu não queria voltar e não queriam que eu voltasse. Eu tinha tanto tempo a ser perdido lá... Aquela cidade é como um imã e precisei de toda a minha força de vontade para entrar no carro e, pela primeira vez em anos, dar adeus ao Rio acordada.


Foi bom voltar acordada de carro e sentir os quilômetros. Foi bom ver que não são tantos assim, mas são suficientes para justificar muita coisa. Foi bom ter tempo para colocar a cabeça um pouco no lugar. Mas não consegui escapar do Chico Buarque no iPod hoje, depois de toda a cantoria feminina do carro. Ah, as amigas...

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Terça-feira, Novembro 14, 2006

Moviemania da semana

Dois filmes nesta semana: Beijando Jessica Stein e Fellini 8 1/2. Os dois despertaram um nível semelhante de empolgação, apesar de serem completamente diferentes.

Beijando Jessica Stein, de 2001, é legalzinho. Bi-curious, como diria o Orkut. A mocinha que faz o papel principal, no entanto, é um pouco neurótica demais para mim. A voz e a indecisão - natural! - me irritaram o filme todo. O restante é bem divertido e parece plausível (menos a parte em que a mãe tradicional aceita a aparente escolha da filha). Acho que vale o aluguel do DVD, mas não desperta muitos comentários. É só isso, legalzinho. Não veria de novo.

8 1/2 é um filme complicado de comentar. Mil críticos muito mais entendidos do que eu jamais serei já disseram tudo o que poderia ser dito. Só posso complementar que, na minha busca pelos clássicos do cinema, este não foi desagradável nem chato de ver. Foi engraçado em alguns momentos, impressionante em outros. Mas não conquistou meu coraçãozinho. Ver o Mastroianni novinho é sempre um prazer, as italianas são deslumbrantes e a história é interessante. Nada chega aos pés da Cláudia Cardinale, nem nunca chegará. Uh.
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O sentido da vida

"Conselho: Procure se dar prazer sem culpa. Curta a vida!"

Hoje eu acordei e li isso no meu inbox, parte dos spams solicitados que eu recebo diariamente. Minha primeira reação foi achar o comentário totalmente sem propósito, pois quem anda por aí sentindo culpa quando busca o prazer na vida?

Quando eu tinha 13 anos e achava que sabia tudo da vida, acreditava que o sentido de estar vivo era se divertir. Só isso mesmo. Nunca fui uma pessoa com crenças religiosas, muito menos mística. Portanto, se o mundo não faz sentido e não há uma missão por trás da sociedade, porque viver? Cada um acha a sua resposta e, na época, a minha era diversão e aventura.

Eu não me lembro quando isso mudou. Com certeza adicionei a parte de "-sem fazer mal a ninguém" com o passar dos anos. Mas o objetivo se perdeu e aqui estou.Tudo isso para dizer que o comodismo, o medo e tantas outras coisas devem ser varridas para fora, se possível. E que é necessário rever o seu, meu e nosso sentido da vida periodicamente. As pessoas crescem, as coisas mudam, as pessoas envelhecem. E tudo muda novamente.

O problema é quando a gente não percebe.

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Segunda-feira, Novembro 13, 2006

Lost estendido?

Seguindo a dica do Alex, achei na Wikipedia:
"In replacement of mid-season reruns, extended versions of the third season episodes will be run following the completion of the season."

De lá, fui para BuddyTV:
"Lost will run for six episodes then break for 13 weeks, returning with 17 more episodes to be broadcast without reruns. The network will compensate the advertisers by running extended versions of the episodes in a straight run following the completion of the third season. The extended versions will add additional footage into the season three episodes in an attempt to lure die-hard viewers back for another look."

É fato isso?

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É oficial…

... eu tenho medo de horóscopos.
Prudência com palavras e atitudes
12/11 (ontem) às 13:57h a 24/11 às 05:31h
Mercúrio em quadratura com Lua natal

Entre os dias 12/11 (ontem) às 13:57h e 24/11 às 05:31h, o planeta Mercúrio estará formando um aspecto tenso à Lua do seu mapa astrológico, Helena. Neste período, procure tomar um cuidado redobrado com fofocas, mexericos e especulações desnecessárias. Como diz o ditado, "quem conta um conto, aumenta um ponto", e neste momento de desarmonia entre Mercúrio e Lua, há de fato uma predisposição maior do que o normal para propagar verdades distorcidas, ainda que involuntariamente. Vale a pena também ter prudência ao acreditar naquilo que lhe contam, nesta fase. Investigue bem antes de tomar posições fundamentadas naquilo que te contaram. Uma atitude socialmente prudente é recomendada, Helena.

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Sexta-feira, Novembro 10, 2006

Moviemania da semana

Esta semana o NetMovies me trouxe filmes ruins. Não é culpa deles, mas eu lamento assim mesmo. Eram dois filmes que prometiam ser ao menos divertidos, mas nah...

Por que choram os homens?

b00005k3fl01lzzzzzzz.jpgO cartaz deste filme sempre me deixava curiosa. É a foto do Johnny Deep caliente em sua melhor forma pegando de jeito a Cristina Ricci. Olhando os créditos, a coisa parece ainda melhor: Cate Blanchet, John Turturro... Tudo ambientado em Paris no começo da II Guerra Mundial. Show de bola, né? Mas não. O filme não chega a ser totalmente medonho, é só chato na maior parte do tempo.

A Ricci interpreta uma menina russa-judia que perde o pai muito cedo e acaba sendo criada na Inglaterra. No entanto, ela nunca se integra à nova cultura, apesar de não lembrar da original. Ela quer ser cantora e segue para Paris, onde trabalha como vedete. Lá conhece a também russa Cate Blanchet, coquete no último. As duas começam aventuras com homens completamente opostos: o cigano pobre excluído Johnny Deep para a Ricci; o cantor de ópera famoso John Turturro para Blanchet.

Enquanto isso, os alemães tomam Paris, muito no pano de fundo da história. Ó. Que drama.

Um saco. Só valeu pelos ótimos figurinos e pelo delicioso Johnny Deep (apesar da cena de sexo com ele ser vergonha alheia, tenta ser "profunda" - sem trocadilho!). Fiquei me perguntando qual é a do nome do filme, pois a personagem principal não é o tal homem que chora (só uma vez! rapidinho!), mas sim a Ricci.
+++

O Pimpinela Escarlate

Oquei, eu admito. Eu não deveria ter nenhuma expectativa quando se trata de um filme com este nome. Mas eu sou uma tonta quando se trata de filme de época, me sinto na obrigação de ver todos. Uma pena, este é constrangedor. Eles fizeram do Pimpinela, cuja história não conheço bem, um super-herói romântico e poeta. Affe. Cansativo, entediante, péssimos cenários e atuações.

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links for 2006-11-10

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I do!

Há muito o que dizer no último episódio do ano de LOST. São treze semanas de agonia até que eles finalmente mostrem o que vai acontecer com o pessoal da ilha. Este texto contém muitos spoilers!
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Apesar de ser centrado em Kate, o episódio foi mesmo voltado para acontecimentos "atuais" na ilha, alguns que me fizeram soltar gritinhos enquanto assistia. As cenas mais sensacionais foram, sem dúvida, a interação entre Kate e Jack e, depois, entre Kate e Sawyer. Finalmente alguma coisa se definiu! Gostei do casal Kate-Sawyer, achei as cenas entre eles muito calientes e, depois, fofas. Os dois estão deixando as máscaras e os velhos hábitos de lado, um pouco por estarem desesperados e sem esperança, um pouco por estarem completamente apaixonados.

É interessante o paralelo do relacionamento de Kate com Sawyer e Kate com o ex-marido policial. Que tipo de fugitiva CASA com um policial? Parece que tudo o que ela queria era ser capturada. Concordo com o Carlão quando ele diz que Kate pode ter chorado de frustração e não alívio quando descobriu que não estava grávida. Parece que tudo o que ela realmente queria era ser impedida de continuar fugindo. E o que poderia ser melhor para isso do que uma jaula numa ilha isolada, sem caminho de fuga? Talvez a falta de opção seja libertadora tanto para ela quanto para Sawyer. Não há mais porquê fingir, é preciso apenas aproveitar os momentos juntos.
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Também fica claro que o Jack não esperava que a Kate fosse escolher outro. É a traição da ex-mulher dele se repetindo, é a rejeição de novo, é a raiva e a frustração que vemos no dotô. Mas também é uma máscara que ele aprendeu a assumir, pois é claro que o plano para salvar a Kate já estava se formando quando ele sofreu o choque de assistir os dois pombinhos na TV. Mas será que Jack achava que Kate fugiria sem o Sawyer? Será que ele não se importaria de ver o Sawyer morto?

Acho improvável. Por mais agressivo que Jack tenha se tornado, ele não parece pré-disposto a se virar contra os ex-companheiros de avião. A situação é tensa e eu acho que ele quer que ela fuja, mas não tinha como saber que o Sawyer estava prestes a ser executado. O problema da atitude radical (e emocionante, sensacional, IAU) do Jack é que não consigo imaginar uma forma dele sair bem dessa situação.

Se o Ben morrer, os Outros vão pegá-lo na saída. Se o Ben viver, dificilmente vai achar graça nessa roleta russa chantagista do Jack. Se o Ben viver e deixá-lo partir para a civilização, ele vai conseguir viver sem falar dos sobreviventes que ficaram para trás? E se o Ben e o Sawyer morrerem, mas ele e Kate conseguirem escapar... como o bonzinho Jack vai viver consigo mesmo?
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Doutor Jack está numa sinuca de bico mesmo! Ele parece ter aprendido e estar colocando em prática os joguinhos dos Outros, dissimulando e surpreendendo a cada instante. Foi sensacional o olhar que ele deu para a Juliet quando ela ia começar a insistir para que ele fizesse a cirurgia no Ben, aquele CALAABOCASUATRAIDORAMENTIROSAGAH! Adorei. Sangue nas veias, Jack, sangue nas veias. O mais interessante é que ele pode estar blefando completamente. Talvez ele tenha só feito alguma coisa que faria o aparelho de monitoração do Ben apitar sem que ele corra risco real de vida. O excelente é que ninguém na segunda ilha tem como saber! =)

Uma pergunta que ficou na minha cabeça é sobre a Kate não poder fugir. Ela está dizendo isso porque não quer deixar o Sawyer para morrer ou porque sabe que são duas ilhas e não há como fugir? A princípio, o Jack não sabe que são ilhas diferentes, então a tentativa de salvá-la é honesta. Por que é que Sawyer e Kate não cogitam a possibilidade de haver um barco dos Outros? Eles deveriam pelo menos cogitar essa hipótese, pois viram os Outros na ilha "original" e eles precisam ter chegado lá de alguma forma. Suponho que os Outros têm pelo menos mais um barco que servisse para os Outros irem lá roubar o veleiro do Sayid, Jin e Sun.

Aliás, CADÊ O JIN E A SUN? Até agora só o Sayid apareceu e, mesmo assim, não vimos ele explicando o que aconteceu com o trio. Continuamos vendo Sayid de menos na tela. E a (não-)construção do personagem do Santoro tá ruim. Ele e a tal da Nikki não falam nada de relevante nem de si mesmos, não sabemos de onde vem, para onde vão...

Perguntas que não querem calar:

- Quem é Jacob?
- A Kate vai engravidar? É por isso que agora o Sawyer "pode" morrer?
- O Ben vai morrer?
- Se sim, quem vai assumir o controle?
- Se não, ele vai se vingar do Jack?
- O Sawyer vai morrer?
- O Jack vai morrer?
- O Locke vai seguir as instruções do cajado do Mr. Eko e chegar até os sequestrados?
- Onde está Rousseau?
- Ela sabia da existência da segunda ilha?
- Será que é esse o segredo que o Lostzilla protege, a segunda ilha?
- Quem fim vai levar a Alex? O Karl morreu?
- A Alex está contra os Outros? Ou ela é parte do jogo para confundir os sequestrados?

E aí a temporada termina no meio da ação, me deixando completamente ansiosa pelo o que vai acontecer daqui a 13 semanas. É tempo demais sem Lost!

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Quarta-feira, Novembro 08, 2006

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O Atlântico

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Mais fotos no meu PicasaWeb...


Eu fui rever a Prainha e Grumari neste feriado, cortesia da carona do Daniell e companhia de Jaime e Costela. As praias continuam impressionantemente bonitas, apesar do péssimo tempo no dia. Nem a chuva conseguiu estragar o passeio e tomei meu banho de mar feliz e contente em Grumari. Fiquei feliz de ver essas praias preservadas como eram quando eu era criança.

Minha família costumava ir pelo menos uma vez por mês para lá, ficávamos andando de carro e, quando eu tinha sorte, meu pai me deixava ficar sentada no capô do carro enquanto ele andava a menos de 10km/h. Era a minha montanha russa particular e especial, revivida neste feriadão de forma incompleta, mas satisfatória...

Talvez a coisa que eu mais sinta falta quando penso no Rio, sem contar as pessoas queridas, é o mar. O cheiro de mar, a sensação de nadar na água salgada, a vista e o horizonte, pura e simplesmente. Aquele verde me deixa completamente enfeitiçada e eu sou obrigada a sair correndo e mergulhar. Cadê o verão que não chega?

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It’s alive!

Saiu o CD do Cabaret. Bonito, prensadinho, profissional. Emocionei.

Em 2002 eu fui ao primeiro show de uma banda de amigos chamada Glamourama. Coloquei maquiagem nos meninos, emprestei roupas glam, fiz camiseta de fã e pulei o show todo. Amei. Desde então, foram mil e um shows do Glamourama (incluindo os inesquecíveis shows na finada Bunker, um no meu aniversário e outro em 29 de dezembro). Sempre me diverti e lamentei muito quando a banda acabou.

E daí surgiu o Cabaret, com quase toda a formação "original". Músicas novas, mais shows, mp3s... e o CD. É muito legal ter em mãos o trabalho de gente que eu gosto muito e que admiro. É muito legal ver esses meninos conseguindo um espacinho que, eu imagino, vai virar um espação em breve.Adoro. E o Nix ainda por cima filma um show deles e mixa com as músicas do CD, fazendo o primeiro clipe pirata dos meninos. Uhhhhh. Só no dia em que o Shade digitalizar o show completo do Cabaret é que este clipe será superado. Youtubem.

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