Tudo se ilumina
I have reflected many times upon our rigid search. It has shown me that everything is illuminated in the light of the past. It is always along the side of us, on the inside, looking out. Like you say, inside out. Jonathan, in this way, I will always be along the side of your life. And you will always be along the side of mine. - Alex
Terminei em uma semana o excelente livro de estréia de Jonathan Safran Foer, Tudo se Ilumina. Eu ia esperar para comprá-lo em inglês, mas não aguentei a curiosidade e até que não me decepcionei com a edição brasileira. A história eu já conhecia em linhas gerais do também excelente filme com Elijah Wood.O livro e o filme têm méritos diferentes e, acho, objetivos diferentes. Ambos são extremamente interessantes e belos, me emocionaram muito. Um bom resumo da história seria um rapaz americano buscando suas raízes judaico-ucranianas com base na história do seu avô. Ele é acompanhado pelos mais despreparados guias turísticos da história, mas também os mais sensíveis ajudantes que ele poderia ter.
Apesar do personagem Jonathan Safran Foer ser "o herói", eu me apaixonei por alex/Sasha e sua família maluca e violenta, sua forma engraçada de falar inglês, suas observações genais (principalmente no livro). São os ucranianos que conquistam a história enquanto o americano simplesmente catalisa o presente na sua busca pelo passado. Vale muito ler e ver.
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Eu sempre tive vontade de fazer uma viagem parecida, conhecer Pola na Croácia e a província de Veneto na Itália. Consigo muito bem me imaginar desembarcando em Pola com meu sobrenome local, sem falar uma palavra de croata e buscar a família que ainda tenho lá (em quantidade). Meu bisavô foi um dos poucos da família que saiu do país, em 1914, para trabalhar na embaixada austro-húngara no Rio de Janeiro. Deu sorte, pois todo o restante do batalhão que entrou na academia militar junto com ele acabou morrendo nos primeiros meses da 1a. Guerra Mundial.
Já os meus bisavôs maternos vieram da Itália para o Brasil fugindo da pobreza e da fome. Foi um esquema meio Terra Nostra, minha avó já tinha sido concebida quando eles fizeram a travessia. Conseguiram terras no interiorzão do Rio Grande do Sul e já formaram uma imensa família com 12 filhos.
Dos italianos não tenho fotografias, o exato oposto do que acontece com a família paterna, que gerou literalmente centenas de fotografias. Não é para menos, pois o avô da minha bisavó foi um dos primeiros fotógrafos a se instalar no Rio de Janeiro. Um dia, quando eu tiver grana, vou restaurar todas e guardá-las da forma certa. São história que hoje está quase perdida, pois eles não deixaram anotado os nomes de todas as pessoas retratadas. Continua sendo lido de qualquer forma.
E um dia eu também vou fazer a viagem até as raízes deles.
Marcadores: Blá blá blá, Família, Filmes


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