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Domingo, Março 04, 2007

Babel

Finalmente vi Babel, atrasadíssima como estou em relação aos filmes. Gostei, mas não amei. Achei forte, mas não tão forte quanto me falaram. Como todos os filmes do Iñarritu, as implicações políticas ficam por conta do espectador. E as quatro culturas diferentes que ele explora no filme (americanos, latinos, muçulmanos e japoneses) acabam interligadas pelo infeliz tiro no Marrocos.

Gostei das atuações discretas do Brad Pitt e Cate Blanchett, gostei do lindinho Gael como o mexicano inconsequente e adorei a senhora que faz a babá mexicana. O desespero dela no deserto foi algo extremamente convincente. O mesmo para os meninos marroquinos que sem querer detonam todas as conexões e muitas das tragédias.

Como em 21 gramas, a sensação de desperdício é gigante quando termina a história. Perdas desnecessárias, vidas destruídas e muito pouco recuperado. E a histeria reativa das pessoas é muito bem demonstrada.

Fiquei tentando imaginar o que eu faria no lugar da mulher baleada, da babá, dos meninos... É difícil imaginar algo menor do que pânico. No fim das contas, gostei. Mas não amei mesmo. Não entrou no hall de favoritos e se houvesse recebido o Oscar, teria sido mais pelo tema (corajoso) do que pela execução.

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