Wherever you may roam
Ontem eu recebi um dos melhores elogios dos últimos meses: "Ah, você é uma mochileira".
Sorri e continuamos discutindo sobre quais são as melhores malas para viajar, que detalhes do destino precisam ser levados em consideração, os modelos ideais de mala... essas coisas que aeroportos inspiram. O aeroporto internacional de Boston é relativamente pequeno e simples. Ajudou o fato de que, pela primeira vez desde sexta-feira, eu podia me dar ao luxo de pegar um taxi e ir para um hotel.
Luxos são agradáveis, mas viajar é mais do que o suficiente sem isto. Sempre quero viajar, aproveito absolutamente todas as oportunidades que surgem. Boston é uma das cidades que eu nunca achei que iria visitar, mas cá estou de novo. É uma sorte gigante, mesmo que eu tenha chegado aqui completamente exausta.
New York foi uma loucura, como o esperado. Eu levei meu corpo a quase todos os limites de cansaço que uma pessoa pode fazer antes de desabar. Quase 24 horas sem dormir, andando pela cidade com uma mochila pesada nas costas, casacos mil que eu colocava e tirava ao longo do dia, o encontro com a Jaime, comidas orgânicas, limonada de morango, festinha no Harlem, sono da tarde na grama do parque... mil dias em um, como nas melhores viagens.
Falar bobagens bêbada de sono, dormir de tarde no Central Park com a Patrícia, o mini zoológico, a confusão do Times Square...
Foi isso, dois dias viajando equivaleram a um mês em São Paulo. Tão pouco tempo e tanta coisa para rever. É estranho (de uma forma boa) andar por uma grande metrópole do mundo e reconhecer lojas, prédios, esquinas. Me faz bem mais feliz do que todos os brownies de chocolate com sorvete de creme do mundo. E no meio disso tudo, você descobre mais uma esquina e ela fica gravada no seu cérebro. E descobre mais um restaurante e outra opção de caminho.
Quando o avião decolou de Newark (aeroporto que eu aprendi a amar), só me restou tirar fotos ruins da ilha enevoada. E ao pousar na ensolarada Boston, eu não consegui me comportar e fui andar pelas ruas, almoçar, visitar o MIT... Acho que estou me reconciliando com essa pequena parte do mundo.
Marcadores: Viagem


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