A-dieu
Primeiro foi um dedo que vacilou. Depois o outro. O suor da palma da mão fazia a pele escorregar lentamente. "Não", pensava. "Por favor, não". Os segundos se prologavam em horas, os dedos afrouxavam contra sua vontade. Fechou os olhos com o rosto contorcido, não queria ver. Continuava a sentir, fazia força, mas já se sabia vencida. Mais uma vez vencida. Relaxou os músculos e deixou que fosse embora. Tudo já estava terminado há tempos se era possível ir embora assim. Adeus. Adeus. Adeus.
Marcadores: Devaneios


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