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Estar no Rio de Janeiro é um tanto estranho. Tudo é muito familiar e conhecido, tudo é muito previsível... mas cheio de pequenas surpresas. Ligeiras mudanças. Pingos fora do lugar. O mais difícil de acompanhar é a rotina: normalmente venho com muita pressa e tento fazer o máximo possível de atividades.
Desta vez não, posso deixar para amanhã, depois e depois. Janto em casa quando meu pai chega do trabalho. Acordo e tem mesa de café, gente conversando, falatório. Sinto saudade do meu silêncio paulistano, da solidão confortável a que me acostumei.
Ao mesmo tempo gosto das possibilidades e tenho vontade de sair de casa, coisa rara nestes dias. Tenho tanta vontade que até fui a praia sozinha em plena tarde de segunda-feira. Olhei o mar, afundei os dedos na areia, mergulhei e voltei tremendo de leve. A água marinha faz milagres, não tenha dúvida. Tirei mil fotos mentais que vou me esforçar para guardar comigo sempre.
Já no momento de fotografar de fato, economizei nos cliques. Não consegui falar, então só deixei a enxurrada de outras vozes me levar. Deixei, pois sabia que ia passar logo. Observei o que estava fora e o que estava dentro para tentar entender o valor das palavras. Disse "sim", "claro", "pois é", mas na verdade eu estava longe demais. Setting fire to the third bar.
Marcadores: Blá blá blá


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