Devagar
É engraçado andar pela rua com um livro amarelo debaixo do braço. A capa grita DEVAGAR em letras grandes dentro de um sinal de trânsito. Algumas pessoas reparam e olham como se me perguntassem do que se trata. Mas a maioria está com pressa demais para notar um simples livro.
Ainda não terminei de ler, mas Carl Honoré já tem meu respeito. Os três primeiros capítulos são interessantíssimos e fazia muito tempo que eu não lia um não-ficção com tanta atenção e interesse. O autor atéfez uma palestra no TED, uma conferência de gente interessante e inteligente.
Devagar começa explicando porque o desconforto com o frenesi de velocidade da nossa realidade. E também conta a história de como nós, ocidentais, chegamos neste ritmo. E de como este ritmo está bem longe de ser exclusividade ocidental.

Não é uma doutrina. É mais um alerta e uma sugestão de mudança do que qualquer outra coisa. É fazer mais devagar para fazer melhor. É comer mais devagar para sentir mais gosto. É viver num ritmo mais lento para poder perceber o que acontece ao seu redor.
É parar para respirar. Olhar para o céu, notar as coisas na rua. É não ter um chilique a cada micro-atraso do ônibus. É conseguir ficar mais de cinco minutos sem fazer nada (nada mesmo: sem computador, sem TV, sem música, sem livros...) e não surtar.
É muito interessante. Recomendo, não é caro. Quando eu terminar, empresto.
Marcadores: Blá blá blá


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