.luz
"e aí quando eu fechava os olhos, tinha a certeza de que não tinha nada além de luz e energia debaixo da minha pele. eu tocava nele e sorria de olhos fechados pensando que, de alguma forma, aquela luz secreta ia contagiá-lo por alguns segundos, ia curá-lo com um alívio temporário, mas bem-vindo. eu ficava acordada a noite toda, deitada na cama com as mãos no corpo dele, de olhos fechados, sorrindo."
"a felicidade me invadia e eu ficava com medo de que toda aquela luz inebriante ia vazar pelos meus olhos, boca, nariz, incendiar a casa vazia e acordá-lo com o calor de uma fogueira. era uma fonte poderosa que brilhava no meu estômago, escorria pela minha pele. era a herança de toda a família dentro do meu sangue. aquela luz toda iluminava as possibilidades de um futuro simples, de uma paz de espírito sonhada, de céu azul e nuvens carneirinho, de coisas irreais."
e daí, eu acordei.
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Marcadores: Blá blá blá, filosofia de bar


1 Comentários:
Morri. Pof.
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