.pinga pinga
ser zen deve ser assim.
você abre mão das avalanches, dos maremotos, dos tsunamis e afins, se transforma naquela gotinha constante, paciente, que por fim acaba por furar a pedra.
felizmente eu não tenho que furar nenhuma pedra. fica mais fácil de ser honesta nas gotinhas diárias cheias de helena líquida que pingo por aí.
cada gotinha contribui um pouco mais para a criação da pocinha de helena ali no chão. esta pocinha, inspirada no mar de curaçao, tenta ser tão transparente quanto aquela água incrível, tão especial e convidativa.

c'est moi, voilá!
mesmo quando tenho vontade de me transformar numa avalanche, me concentro nas gotinhas diárias. contenho-me porque avalanches são agressivas, derrubam, destróem, passam rápido e se acabam. já os pingos podem durar meses, anos, décadas.
alguns são mais intensos do que outros, alguns maiores do que outros, alguns mais pesados. outros são levinhos como um beijo de boa noite nas pálpebras fechadas. pingos levemente contidos. pingos honestamente liberados.
alguns pingos só saem com ajuda da pinga marvada. outros não podem nem passar perto de tal coisa. alguns são bonitos, outros são efervescentes.
todos são parte de mim. e prossigo com o pinga pinga, porque essa coisa de ter calma é a maior novidade que 2007 me trouxe.
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