::lumos:: ::lumos::

Sexta-feira, Junho 29, 2007

Blog?

Cada vez mais me questiono sobre a existência deste blog. Não é que deixei de gostar de escrever, pelo contrário. Também não deixei de consumir cultura e entretenimento em grande escala. Não parei de fazer nada que costumava me dar temas para escrever aqui, mas simplesmente as ferramentas como last.fm, del.icio.us, orkut/facebook, listas de discussão, youtube, flickr etc. tiraram minhas razões para escrever sobre tudo isto neste espacinho. Os amigos que lêem o blog também estão (em sua maioria) presentes nas redes sociais da vida. Lá trocamos dicas, informações e sugestões.

Enquanto isto o blog perde sua antiga função. Já aconteceu antes: quando comecei em 2001, meu blog era um diário aberto. Vergonha alheia total, mas pessoalmente muito interessante, guardei todos os registros - mas sonho com o dia em que será impossível para outras pessoas recuperarem isto via google. Mudei o blog, tentei fazer uma coleção de resenhas, escrevi sobre mil e uma coisas que me interessavam... Já até transformei isto aqui num publicador de links do del.icio.us (e que coisa chata isto se tornou!).

Agora parece sem sentido. Tenho muita vontade de escrever, mas me sinto limitadíssima neste espaço que deveria ser meu reino, meu castelo. O que fazer? Matar o blog novamente? Quantos meses consigo ficar sem desta vez? E o exercício de escrever, para onde vai? Por mais apaixonada que eu esteja por formas de expressão visual, meu meio natural é o texto, sempre será. Sinto falta do texto, mas texto sem objetivo não sai. E se não sai, tudo paraliza.

Eu gosto de pensar no meu blog como um tipo de cartão de visita: uma forma superficial de ter uma idéia de quem eu sou e como penso. Só que não é isto que vejo lendo meus últimos posts. Minha cabeça está na China e o blog em Caracas, nada a ver.

E aí, sugestões? Nix?

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Quinta-feira, Junho 28, 2007

Ocean’s 13

Fui ver. Ainda bem que foi de graça, como Shrek 3.

Não é ruim. Mas não vale R$14. É só mais do mesmo, desta vez sem mulheres quase. É divertido, mas o roteiro me deixou cansada logo no começo. Preferi o primeirão.

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Ai

Começou com a garganta, logo foi para a cabeça. Escorreu para dentro do ouvido, desceu até o pescoço e se espalhou pelos ombros. Atacou o braço esquerdo, boa parte das costas ficaram paralizadas. Atacou de surpresa a batata da perna ao mesmo tempo em que chegava na mão direita. E quando passou a garganta, começou o estômago e os olhos.

Dói, tudo. Falha múltipla de órgãos, mas não o suficiente para me convencer a tomar o Tandrilax. Ainda não.

Dói tudo, mas não o suficiente para que eu deixe de sonhar com areia branquinha, mar transparente e dias de tranquilidade.  Dói mas eu continuo andando com a mochila branca para todo canto, pelo menos uma vez por semana. Dói, mas amanhã eu faço questão de sair e ver o dia.

Quem sabe assim o corpo não desiste e me deixa em paz? Não aguento mais ficar doente!

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Terça-feira, Junho 26, 2007

Passo

Oi, eu sou a mais nova aluna matriculada no curso de férias Fotografia Básica da ABRA.

=)

Para comemorar, um vídeo que eu fiz no show do Lobão. Me chama. Grauuuu.

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Segunda-feira, Junho 25, 2007

osgemeos

Estive fuçando meus arquivos de fotos hoje e achei as fotos da exposição/instalação que osgemeos fizeram aqui em São Paulo ano passado, na Galeria Fortes Vilaça. Foi lindo e resolvi subir no YouTube os videos que fiz lá. Também atualizei o meu set de fotos da exposição no Flickr. É uma pena que isto seja tudo o que consegui de lembrança da exposição, foi lindo demais. Gostaria que eles tivessem vendido um catálogo, cartões postais, posters, qualquer coisa.


Azul



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Futuro da internet?



Achei interessante o vídeo que a Natasha me mandou. Será? :)

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Não recomendo

Neste fim de semana de repouso, reinaram os filmes bizarros.

O primeiro foi Pecados Íntimos, com a maravilhosa Kate Winslet e a deslumbrante Jennifer Connelly. Uma pena, desperdício de duas atrizes maravilhosas num roteiro fraco e um tanto sem sentido. Parece que o objetivo era mostrar a angústia suburbana americana, frisar bem isso e... mais nada. Ok, já sabemos, sucks. Mostrem algo de novo, por favor!

O outro campeão da bizarrice foi The Fountain, com a Rachel Weiss e o Wolverine, cujo nome me escapa sempre. É uma história sobre... a fonte de junventude? A busca pela vida eterna? Uma escritora? Um médico-pesquisador? Um casal? Uma história de amor através dos tempos? Uma árvore? Não sei. É só muito bizarro e cheio de cenas belíssimas e propositalmente confusas para dar aquele ar de intelectualidade. Medonho. Mais um exemplo de muito dinheiro e talento gasto para morrer na praia.

Também vi Uma noite no museu (divertido), O amor não tira férias (previsível e com o Jude Law delicioso) e o magistral Stranger than Fiction. Fazia tempo que eu não gostava tanto de um filme, até o Will Ferrel está ótimo e convincente no filme. A Emma Thompson está maravilhosa, claro, e o roteiro é bonito.

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Sexta-feira, Junho 22, 2007

100 dias

Hoje completo 100 dias no projeto 365days do Flickr. A proposta é tirar um auto-retrato por dia, todo dia, durante 365 dias. Outras pessoas podem aparecer, desde que alguma parte do corpo do participante também apareça (isto soa péssimo).

Fico feliz de ter chegado tão longe, não é tão fácil quanto parece. Ou melhor, é fácil se você não faz questão de tirar fotos boas. Dos meus 100 auto-retratos, eu gosto de apenas 32 fotos. Lamento 21 outras. E sou indiferente ao restante.

É um ótimo exercício, além de funcionar como um diarinho. Tento sempre colocar alguma coisa especial do dia ou do meu humor no dia, mas nem sempre é possível. É ótimo quando a vida atrapalha, chato quando as doenças impedem, melhor ainda quando consigo fazer a foto fora de casa.

Estes 100 dias provaram várias coisas. Não sou tão tímida quanto pensava. Sou bem mais emo do que admitia. Preciso urgentemente adquirir o hábito de usar maquiagem. Tenho olheiras medonhas. Minhas fotos eram mais divertidas quando a câmera era menor. Preciso parar de ficar tanto tempo no computador.

Vai lá. Tem foto comemorativa hoje:


Day 100 - Wheeee

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Apocalypto

Finalmente vi o filme, depois de ouvir falar bem menos do que gostaria. Primeiro filme depois do mega polêmico Paixão de Cristo, que eu não vi. Como não teve polêmica religiosa, o filme quase não apareceu. Uma pena, é excelente. Assustador e muito violento, mas nunca de forma desnecessária. Um filme de silêncios, mas com movimento constante. Um filme de fôlego e muito bonito.

Me deu vontade de voltar ao México e olhar para as pirâmides de Chitchen Itza com outra perspectiva. Tentar imaginar as cabeças rolando pelos degraus e o sangue manchando a pedra. Tentar imaginar como faziam aqueles cabelos e como conciliavam a ciência astronômica avançada com os sacrifícios humanos aos montes.

404px-apocalypto_teaser.jpg


Recomendo fortemente o filme, mesmo para quem não gosta de história. As lutas são excelentes, tem a cota certa de sangue, tem cenas engraçadas, é divertido além de impressionante. É um filme um pouco frenético, pois fala de declínio, caos. E termina com a melhor cena: os navios espanhóis chegando na costa do México. Tive calafrios.

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Day 99 - Otitis media


Day 99 - Otitis media

E a gripe infinita trouxe a infecão no ouvido. Grunf.

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Quarta-feira, Junho 20, 2007

Trem das onze

Por mais que eu saiba a letra, sempre canto "Não posso ficar nem mais um minuto SEM você, sinto muito amor mas não pode ser".

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Terça-feira, Junho 19, 2007

O fluxo inevitável

"Os amigos todos estão indo embora do Rio, chegando em São Paulo para buscar trabalho, dinheiro, carreira, futuro." Primeiro o Nix reclamou e hoje a Ciça, que infelizmente não posso linkar já que ela refletiu em sua coluna na Folha de São Paulo com conteúdo exclusivo para assinantes. A ilustre e talentosa Bruna Beber é a mais nova retirante a chegar em São Paulo, num fluxo que começou em 2003 com o Márvio, seguido de muitos amigos, conhecidos e agregados, além de eu mesma em 2005.

Ciça e Nix dizem a mesma coisa de formas diferentes, ambos já não conseguem mais esconder a tristeza da separação tão freqüente nem a melancolia de ver o Rio de Janeiro esvaziado das pessoas que eles mais gostavam ou admiravam ou ambos.Talvez por estar do outro lado, não consigo ver a coisa de forma tão triste. Foi bom crescer no Rio de Janeiro, foi ótimo estar lá de 2000 a 2003 quando a grande rede de pessoas interessantes se formou. Mas foi melhor ainda sair de lá em 2005, talvez até um pouco tarde. A razão que dei para justificar a mudança foi o trabalho e tenho vontade de rir ao pensar nisso. Desculpa esfarrapada. Já em 2004 eu conversava com o Bruno sobre como o Rio me parecia uma cidade em coma, um paciente terminal.

Sugar Loaf
(O Rio é chato, mas é lindo de fotografar)

Apatia, marasmo, mesmice, tédio. Só que morou sabe como é, mais do mesmo sempre todo ano. A cidade cai aos pedaços enquanto todo mundo fica mais velho e decadente sentado no boteco sujo discorrendo sobre como não existe nada melhor do que o Rio de Janeiro. Falta pulso, é como uma redoma que prende a cidade e as pessoas nela no que já existe. Como carioca nascida e criada, é claro que não sou isenta destas características. Mas não vi vontade de mudança, então resolvi aproveitar a oportunidade que apareceu e mudar-me eu. Os incomodados que se mudem, certo? Mudei. Penei. Pensei em voltar. Bati o pé e a minha teimosia me foi favorável: escolhi certo.

Em São Paulo eu posso escolher. Oportunidade, perspectiva, futuro. Estas são as três verdadeiras razões da mudança para São Paulo. E provavelmente serão as razões para uma possível futura mudança de São Paulo. Curiosamente, não são as oportunidades, perspectivas e futuro da vida profissional que me fizeram ficar. Os três são fortes nesta área, é claro, mas não são o suficiente para mim.

Em São Paulo eu finalmente vi a chance de ter uma vida próxima do que eu desejo. Em São Paulo eu vejo um novo mapa a desbravar - ainda não sei se é degrau ou platô. Sabe o que eu via no Rio? Uma linha reta, constante, estreita. Não era horroroso, era o que sempre foi e sempre será. Era um conjunto de lugares e hábitos e ritmos e limitações que não pretendia nem desejava mudar. O Rio é o "conhecido", o "familiar". Eu optei por mudar com a ilusão de que se tudo desse errado eu poderia voltar.

Bobagem. Não se volta ao passado. Hoje aquilo tudo praticamente não existe mais, apesar de ainda existirem vestigios. Sempre vou amar o Rio, é a minha cidade de origem. Ainda existem pessoas importantíssimas por lá. Mas, sinceramente, se todas se mudassem para cá eu jamais iria ao Rio todo mês. Nem mesmo todo semestre. Volto sempre pelas pessoas, pela família. Mas fico felissícima de ver São Paulo coletando mais gente legal para perto.

UPDATE: O tópico é quente! O Fred também escreveu sobre isso, o Giglio, a Bruna Beber e a Sarah Sioli. Por enquanto só cariocas se manifestando... A Rach foi quem disse o que eu queria dizer, clica nos comentários deste post para ler.

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Segunda-feira, Junho 18, 2007

Uma perspectiva diferente


Pesquisas sobre a depressão clínica forneceram descobertas semelhantes, levando ao desenvolvimento de um conceito intrigante, mas ainda polêmico, conhecido como realismo depressivo. Esta teoria propõe a idéia de que as pessoas depressivas na verdade têm percepções mais realistas da sua própria imagem, importância e habilidades do que a pessoa comum. Apesar do conceito de que os depressivos podem ser negativamente parciais em sua interpretação de eventos e informações ainda ser a teoria aceita comumente, o realismo depressivo sugere que em geral estas pessoas estão apenas reagindo racionalmente a realidades que a pessoa comum nega alegremente.

Foi o Nix que me mandou, recomendo muito a leitura. É interessante ver que há pessoas por aí que pensam diferente e também têm problemas para digerir as teorias felizes e rosas tão comuns em auto-ajuda.

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Espelho

Só por hoje eu quis ter cabelos de fogo.

Só por hoje eu quis sentir os cachos caindo nas minhas costas.

Só por hoje quis uma franja que mal me permitisse ver.

Só por hoje o espelho podia não existir.

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Quinta-feira, Junho 14, 2007

And I pray that by tomorrow I’ll know just what to do

Além de oferecer um strogonoff de primeira, a Maison Leal-Spoladore em São Paulo me apresentou a uma mocinha que promete: Candie Payne. Ganhei do Rafa um CD com um monte de músicas (que ainda não tive tempo de digerir direito) e as dela estavam lá. Gamei. Não sei nem dizer que estilo de música é, mas gamei. Voz, estilo, visual, tudo.

Pena que não achei nenhum site com as letras das músicas, mas estou tirando o que consigo. A música-título do disco, I wish I could have loved you more, me faz voltar uns anos toda vez que ouço. Recomendo fortemente também a By tomorrow. O restou ainda não grudou, mas agradou.
I wish I could have loved you more
I wish I could have loved you more
I wish I could have loved you more
I wish I could have loved you more

And ever since that day I had to say goodbye
How I long to change my mind
But I know it won't be right
And in so many ways you were made to be my man
I had to make you cry
I hope you understand

I wish I could have loved you more
I wish I could have loved you more
I wish I could have loved you more
I wish I could have loved you more

And ever since that day I had to say goodbye
How I long to change my mind
But I know it won't be right
And ever since that day I had to say goodbye

I wish I could have loved you more
I wish I could have loved you more
I wish I could have loved you more
I wish I could have loved you more

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Estória

Antes

Vazio. Sono pesado, a dúvida filosófica e os dias iguais aos outros. Todo dia faz tudo sempre igual. Tédio. Compra roupa, sai para jantar, vai ao cinema, toma café, corre para pegar o ônibus. Pensa na vida, pensa em voltar, acha melhor não. Olha para o céu do verão e tenta imaginar quando é que a tempestade vai chegar. Se agarra numa nuvem vagabunda como se fosse tempestade, ri da ilusão, hiberna no calor. Quando é que a chuva vai vir?

Durante 01

Segredos são divertidos. Laugh at the face of danger. Dança debaixo do temporal, pulando nas poças d'água. Usa um óculos com lentes vermelhas que deixa tudo engraçado. Faz planos mirabolantes, deita inquieta na cama de madrugada sem conseguir dormir de tanta euforia. Respiração acelerada e no coração aquele pontinho preto incômodo que não deixa sossegar. Vira noite para não pensar, brinca com as pessoas como se o mundo fosse simples. Faz contas, respira fundo, tenta se acalmar.

Durante 02

Usa lupa para analisar a pele no espelho e xinga alto. Pouco tempo, pouco tempo. Sente medo de tudo, do bom e do ruim. Revira-se entre os lençóis imaginando a pior hipótese. Questiona tudo, toma remédio para dormir, sorri um sorriso pontual. Usa palavras falsas para cobrir o buraco no coração. Tranca-se em casa para não dar chance ao azar. Bebe, bebe, bebe para poder sorrir. Bebe até desmaiar. Jura que não vai chorar, por que haveria de chorar?

Durante 03

Chora. Mastiga. Cospe. Soluça. Grita. Sussurra. Vomita. Pensa que vai morrer, quer morrer, mas sabe que não vai. Na verdade também não quer. Quer só que tudo seja diferente. Usa as palavras para se manter aterrorizada. Mente, engana, trai, implora, apela. Corre e se esconde. Chora.

Depois

Tem vergonha. Tem arrependimentos. Tem saudades. Olha a noite pela janela e faz uma promessa. Secreta. Cala o coração com a mão de ferro. Usa a razão para machucar o coração. Vira a própria mãe só para poder continuar existindo. Enfia a cabeça no próprio umbigo para não olhar no espelho. Toma decisões, assume compromissos, enche a agenda, veste a roupa social. I pack my case, I check my face. I look a little bit older, I look a little bit colder. Compra um café e um sorvete, vê a vida passar na janela.

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Quarta-feira, Junho 13, 2007

RSS

Me rendi ao mundo do RSS depois de algumas tentativas frustradas. Ainda não gosto, mas confesso que é possivelmente a única forma de acompanhar direito todos os links que estão marcados como leitura diária no meu del.icio.us. Escolhi o Google Reader simplesmente porque é mais fácil, está tudo integrado com o email e minhas amigas usam. Eu gosto dos produtos do Google, por que não tentar este?

Adicionei muita coisa já, percebo melhor agora o que eu efetivamente leio todos os dias e o que não leio nunca. Mas o melhor é a função de compartilhar links! Por enquanto só tenho a página de itens da Natasha, mas quem quiser ver o que eu acho interessante pode olhar aqui.

Estou gostando da praticidade de só ter que acessar aquilo que foi atualizado. Mas sinto falta de visitar os sites e ver as coisas como elas foram pensadas. Também tem os bugs do RSS. Alguns blogs e sites enviam apenas o título do post, outros enviam o conteúdo cortado, outros mandam os mesmos posts várias vezes. Nada que chegue a ser grave. Vamos ver se consigo me acostumar a isso...

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Não resisti

Comprei:

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A desculpa que estou dando para mim mesma é que vai valer dinheiro daqui a uns anos. <3

Cancelaram a minha compra porque sou do Brasil. Por que deixaram eu finalizar então? :(

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Terça-feira, Junho 12, 2007

Dez coisas

Vi no blog da Natasha e resolvi copiar. Dez coisas que eu não sei, mas gostaria de aprender:

  1. Desenhar

  2. Cantar

  3. Fotografar

  4. Dança de salão/do ventre/flamenca

  5. Gostar de fazer exercícios

  6. Fazer um molho de tomate fantástico, fabuloso

  7. Ter paciência, ser menos ansiosa

  8. Me vestir melhor

  9. Economizar

  10. Me defender, me proteger


E você?

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Feliz dia dos namorados


Feliz dia dos namorados!



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Segunda-feira, Junho 11, 2007

Feira de São Cristóvão

Este feriadão teve fotosafari no Rio:

Garçonete

Se alguém tiver login do Flickr e puder comentar as fotos, eu agradeço. São todas testes, aprendizado enquanto o curso não chega.

+++

"You'll never live the life that I live
I'll never live the life that wakes me in the night
You'll never hear the message I give
You'll say it looks as though I might give up this fight"

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Sábado, Junho 09, 2007

Certeiro

"When one woman strikes at the heart of another she seldom misses, and the wound is invariably fatal."


Eu sempre fui fascinada por como o texto do Choderlos de Laclos acerta na mosca.

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Quinta-feira, Junho 07, 2007

Dia mundial do meio ambiente

Foi dia 05 de junho e o máximo que fiz foi postar uma foto no Flickr em homenagem e depois ir lá no ressucitado Clickarvore dar a minha microscópica contribuição.

O tema sempre foi muito presente na minha vida, já que papai é cientista/geógrafo/biólogo. Cresci subindo em árvore nos fundos da casa de Teresópolis, mas também cresci cultivando um medo profundo de animais que chegassem perto de mim. Animais no mato, ótimo. Fiquem lá e me deixem em paz feliz no concreto. Ah, se fosse tão simples!

Todo ano leio coisas mais escabrosas sobre nossa morte horrível nas mãos da natureza revolta, nas mãos de uma justiça divina que punirá os homens por seu descaso. As evidências de que todos nós estamos fazendo muito esforço para exaurir o planeta não faltam, as razões para preservar o que podemos são maiores ainda.

Faço pouco, muito pouco. Mas quero fazer mais. Tem tanta coisa simples que pode ser feita, como separar o lixo reciclável em casa, evitar consumir determinados produtos, reaproveitar tudo o que possível sempre, usar transporte público, essas coisas do dia-a-dia. O famosíssimo Al Gore detalha tudo o que pode ser feito pelo indivíduo no ótimo site do filme. Vários outros sites também dão mais ou menos as mesmas dicas. Tem versão em português também.

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Quarta-feira, Junho 06, 2007

Frak

Há alguns meses o Nix me visitou em São Paulo e deixou um grande presente por lá: as três temporadas de Battlestar Galactica em CD, prontinhas para o consumo.


Depois de muito tempo, quando LOST e Heroes já estavam terminando, eu passei um fim de semana sem ter o que assistir. Resolvi ver a série e *paf*, adeus. Viciei.

Daí você pensa que eu sou nerd e obviamente amaria uma série de ficção científica no espaço, mas não é verdade. Eu nunca gostei de Star Trek. Nunca gostei da maior parte dos filmes/séries de ficção científica no espaço simplesmente porque a maioria é tosca de doer, roteiros péssimos e atuações ridículas. Não é o caso de Battlestar. Algumas atuações podiam ser melhores, mas são compensadas - e muito! - pelos principais personagens políticos da excelente e intrincada trama.

Tudo começa quando uma raça de robôs, os Cylons, reaparece depois de 40 anos de exílio e ataca todos os planetas onde há seres humanos. Eles aparentemente do nada retomam a velha guerra entre as "espécies" e quase que completamente erradicam os seres humanos do universo. Sobram 50 mil sobreviventes em naves cujo primeiro e principal objetivo é fugir da esquadra Cylon. E a partir daí as coisas complicam MUITO.

O mais interessante da série é que não é um amontoado de ações heróicas indiscutivelmente corretas e irreais. Os humanos são forçados a encarar situações péssimas e escolher entre a opção que soa menos ruim. Eles são forçados a tomar decisões moralmente condenáveis, acabam colocando objetivos pessoais acima da sobrevivência do grupo, acaba dando tudo errado. E os cylons malvados e medonhos acabam criando dilemas bem difíceis de solucionar. Política, religião, racismo, responsabilidade, tudo vira um caldeirão prestes a explodir durante praticamente todos os episódios da série. É tenso, é inteligente e é divertido.

Por enquanto, meus personagens preferidos são Laura Roslin, Starbuck, Gaius Baltar e a Six. Eles sacodem o coreto e complicam tudo. E muitas vezes você os odeia, mas é obrigado a concordar.

E agora eu tenho que esperar até 2008 para ver a quarta temporada :P

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Terça-feira, Junho 05, 2007

A sete palmos

Depois de anos vendo episódios esporádicos, comecei a ver A Sete Palmos por influência doméstica. Eu já sabia que a série é excelente, mas sempre tive problemas para acompanhar séries pela TV. Esqueço o horário, o dia, essas coisas. Agora tenho a minha disposição todos os DVDs de todas as temporadas e já terminei de ver a primeira.

Sensacional, emocionante, intenso. Os episódios são fortes e os personagens muito bem construídos. Humor negro, relacionamentos difíceis, silêncios, pessoas vivendo e fazendo besteira... É como a vida. Mas tem uma mensagem. Cada episódio começa com a morte de algum cliente da família Fisher. O primeiro já coloca o público no meio dos conflitos familiares ao mostrar a morte do papai Fisher, agente funerário.

Me apaixonei pela série, apesar de ser muitas vezes doloroso assistir. Às vezes penso nas pessoas que já perdi, às vezes penso que não queria ser tão ridiculamente igual à caçula Claire Fisher enquanto adolescente. Confesso, eu fui - e acho que ainda sou - a Claire Fisher.

Assustador. Mas excelente. Mas assustador. Mal posso esperar para começar a ver a segunda temporada semana que vem. E vivam os caturdays com séries de TV.

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Segunda-feira, Junho 04, 2007

I want to be the car wreck


Nós cantamos.


Foi corrido. Foi intenso. Foi tranquilo. Foi fofo. Foi frio. Foi suado. Foi engraçado. Foi bem acompanhado.

Meus 27 anos começaram bem, apesar de muita gente importante ter faltado. E obrigada a todos. A Rachel me deixou com lágrimas nos olhos por causa do fotolog dela. O Márvio me deixou emocionada com os votos de felicidade na volta para casa. O BrunoC me ligou às 00:01. A Natalia me ligou da Suiça. Todo mundo que apareceu, ligou, mandou mensagem, deixou scrap, deixou mensagem no MSN ou GoogleTalk, todo mundo me deixou emocionada. Emocionei muito.

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Sexta-feira, Junho 01, 2007

Mashup

Os momentos:
1. A noite no Prainha Paulista, inteira sensacional. E gelada. E engraçada.
2. A divisão das batatas fritas e risadas no novo Achapa da Melo Alves.
3. Tell a lie, tell a lie, os Bellrays berrando nos meus ouvidos.
4. O café caríssimo e a poltrona no sol de inverno, ajudados pelo óculos escuros.

Ontem ganhei um ingresso para o show dos Bellrays, um dos muitos mimos que o Márvio está me dando de aniversário. Nada poderia ter sido mais legal: o Inferno cheio de gente conhecida, casa quase cheia mas agradável, quentinha para contrabalançar o frio insano da rua e da minha casa. Me senti meio em casa, o que não acontecia desde a época aurea do Milo.

Nunca vi nada tão rock quanto essa mulher cantando com essa banda. O vestido micro colante totalmente inadequado, o black power gigante, a voz inacreditável, a disposição e energia no palco, a banda juntando uma música na outra... foi um frenesi coletivo sem pausa para pegar folêgo. Entrega, se joga, fecha os olhos e lemme hear ya screeaaamm. Rock, punk, soul, funk, de tudo um pouco, da melhor categoria. Êxtase. Aula de rock.

+++
O que fazer quando você encontra uma pessoa no ônibus quase todos os dias e passa a esbarrar com ela também nas atividades sociais? Eu quis dizer oi, mas não tive coragem de ir lá.

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