::lumos:: ::lumos::

Quarta-feira, Abril 02, 2008

.i feel it all

e ontem durante o massacre visual e o assalto dos sentidos que sofri durante o histoires du cinema (avec un s), eu me dei conta das contradições. as imagens fortes me batiam enquanto a conexão histórica me revoltava. a melancolia me invadia enquanto o meu cérebro permanecia cético. no fim das contas, a arte é isso aí, para sentir. and oh i feel it all.

Marcadores: , ,

Domingo, Outubro 14, 2007

A idade



Algumas coisas na arte requerem idade e vivência para que a gente apreciei. Isso não significa que todo mundo descobre o valor da obra com a mesma idade, mas é preciso preencher determinados requisitos para entender e apreciar. Para alguns isso vem de berço, para outros leva tempo.

Levei tempo para entender e amar Edith Piaf. Recomendo fortemente o filme sobre a vida dela que está rolando nos cinemas, é lindo demais. Todo ele se justifica pelo final, o que não significa que o começo e o meio não são interessantes. Eu sempre me impressiono com histórias trágicas em que as pessoas atingidas seguem vivendo e conseguem se tornar maiores do que aquela(s) dor(es).

A transformação da dor em arte é um dos mistérios mais interessantes da vida, algo que me deixa completamente hipnotizada. Eu não entendo, talvez por isso admire tanto. E a Edith era completamente admirável, mesmo se fosse um tanto bêbada e sem modos, heh.

E a trilha sonora é imbatível.

A Piaf ratinha dos esgotos de Montmartre, a Piaf bebê desamparado, a Piaf viciada, a Piaf apaixonada e a Piaf velha cheia de lembranças que não consegue controlar.

Deve ser estranho ser atacado constantemente por lembranças de décadas atrás, minúcias que a vida adulta tinha esquecido, mas que a idade avançada recupera. Mas o que deve ser melhor mesmo é passar desta para a melhor com Non, je ne regrette rien na cabeça, concordando com toda a letra e cantando a plenos pulmões no mundo da imaginação.

Non, je ne regrette rien.

Um dia ainda vou dizer isso.

Blogged with Flock

Marcadores:

Segunda-feira, Setembro 17, 2007

Meus filmes de época favoritos

Sem ordem de preferência, excluindo o século XX. Inclui alguns que não são historicamente fiéis ou são baseados em obras literárias porque são filmes excelentes e mostram um pouco o estilo de vida da época.

Inglaterra:

O leão no inverno
Elizabeth
Uma janela para o amor
A mini série The Tudors

França:

A rainha Margot
Todas as manhãs do mundo
Ligações perigosas
Ridúculo
A inglesa e o duque
Marie Antoinette
Cyrano de Bergerac
Monseiur N
Camille Claudel
A época da inocência
Jean de Florette
Danton
A mini série Os reis malditos
A mini série Napoléon
Vatel
A mini série O conde de Montecristo

O novo mundo:

Apocalypto
Les caprices d'un fleuve
O piano
1492
A missão
Desmundo
Aguirre
Guerra de Canudos
O novo mundo
A época da inocência

Resto da europa:

O príncipe de Jutland
O nome da rosa

Tenho certeza de que faltam muitos, cadê a Itália, Russia, Balcãs? Cadê a Grécia e Oriente Médio? Cadê?

Marcadores:

E eis o trailer oficial...

Marcadores: ,

Quarta-feira, Setembro 12, 2007

Becoming Jane


Alerta: este post interessará principalmente a mulheres.

Recentemente vi um filme interessantíssimo: Becoming Jane (ainda sem nome em português) com a Anne Hathaway, uma das mocinhas mais bonitas do cinema. Eu não sei quase nada sobre a vida de uma das minhas escritoras favoritas, Jane Austen, mas adorei a ficção. É um romance divertido e bonito, faz referência a vários personagens dos livros dela e me fez babar pelos jardins e casas tranquilas do interior da Inglaterra.

A Anne Hathaway faz um bom trabalho, apesar dela não ser muito constante ao escolher os filmes em que interpreta. Ela ganhou meu respeito em O Diabo Veste Prada e agora me divertiu imensamente com Becoming Jane. É um filme romântico sim, tráz aquele sorriso de satisfação no final apesar de não ser uma comédia romântica estilo Meg Ryan. Não, o filme é definitivamente digno. E apaixonante e divertido. E o mocinho é um charme só.

É um filme para os fãs de Jane, mas sem ser xiita. Recomendo fortemente e posso organizar sessões chez moi. Veja o trailer:



Blogged with Flock

Marcadores:

Segunda-feira, Setembro 10, 2007

Tropa de elite

Me mandaram o link cercado de elogios e eu fui lá conferir: a versão ainda não editada do filme Tropa de elite, sobre o BOPE no Rio de Janeiro.

Não é só sobre o BOPE, a tal tropa de elite, mas também sobre a Polícia Militar "comum". E principalmente sobre a cultura carioca. O filme é excelente, pelo menos nesta encarnação que eu vi. É cru, cruel, violento, engraçado, emocionante. Todos os atores brilham. Eu vibrei, xinguei, vivi e morri com os personagens. Tudo tão perto e, felizmente, tão longe da minha realidade.

Fiquei com vergonha do papel (bem realista e exato) dos universitários malandros playboys maconheiros. Fiquei com vergonha da gatchenha carioca. Fiquei com vergonha porque vi isto mil vezes e não acho que vá mudar. Fiquei com vergonha de poder ser confundida com estes personagens.

Fiquei triste demais pela minha cidade. Quando a realidade, mesmo que travestida de ficção, nos dá um tapa destes na cara, não tem como fingir que não está acontecendo. E não tem como fingir que não é preciso adotar um dos dois lados.

O problema é que nenhum dos lados é 100% correto. Há comprometimentos que eu não me sinto capaz de fazer, porque tem coisas que minha frágil consciência burguesa não consegue aceitar. Mais que isto, só digo pessoalmente para evitar os spoilers.

Fiquei com vontade de ler o Elite da tropa, livro que inspirou o filme. E ver o resultado final no cinema, claro.

+++

Engraçado este ser um dos primeiros filmes a vazar tão amplamente na internet e causar um enorme rebuliço no mundo virtual. Eu tenho minhas idéias sobre o que é pirataria e o que não é, realmente acho condenável gente comprar DVD falso. Quer ver de graça? Corre atrás do download, espera a transferência de bytes, deixe compartilhando com outras pessoas depois de ver. Não alimente mais uma indústria ilegal no país, compartilhe de graça entre amigos - sejam eles conhecidos ou não.

Blogged with Flock

Marcadores: , ,

Quarta-feira, Julho 04, 2007

Silver screen

E a festa dos filmes continua. Os desta semana foram:

- Last King of Scotland: mais um filme ótimo sobre a África, apesar de extremamente deprimente (como os filmes sobre a África tendem a ser) e bastante violento. O mais assustador é saber que a história é verdadeira e todas aquelas atrocidades aconteceram - e continuam acontecendo em outros países. Vale muito ver.

- Bride and Prejudice: uma palavra apenas - Bolywood. Outra palavra - Naveen Andrews. Ainda assim, bem ruim. Uma releitura de Jane Austen (que deve se revirar regularmente no túmulo). A cena do primeiro casamento vale boas risadas, mas já está disponível no YouTube.

- The Last Legion: quando é que vão cansar da história de Excalibur? Quando, oh lord? Desta vez colocaram o Colin Firth no meio, o que sempre me entristece. O insuperável Mr. Darcy chegar a este ponto baixo (entre outros) é bem frustrante. E, claro, o par romântico dele é a "Miss Bennet" de Bride and Prejudice.

- The Holiday: simplesmente não estou em uma fase propícia para comédias românticas, então não era possível gostar muito deste filme água-com-açúcar. A Cameron Diaz me irrita profudamente. Amo o Jude Law só porque ele é absurdamente lindo e charmoso. Adoro Kate Winslet, mas me pergunto porque ela aceitou este filme. E o Jack Black deveria ficar muito feliz por ter conseguido o segundo papel decente da sua vida...

- Bridge to Terabithia: HEIN? OI? Evite a todo custo.

Marcadores:

Segunda-feira, Julho 02, 2007

Paris, je t’aime



Chorei muito vendo isto. Talvez aí esteja o sentido da vida. Talvez eu seja só muito emo. Vale ver de qualquer forma.

Marcadores:

Quinta-feira, Junho 28, 2007

Ocean’s 13

Fui ver. Ainda bem que foi de graça, como Shrek 3.

Não é ruim. Mas não vale R$14. É só mais do mesmo, desta vez sem mulheres quase. É divertido, mas o roteiro me deixou cansada logo no começo. Preferi o primeirão.

Marcadores:

Segunda-feira, Junho 25, 2007

Não recomendo

Neste fim de semana de repouso, reinaram os filmes bizarros.

O primeiro foi Pecados Íntimos, com a maravilhosa Kate Winslet e a deslumbrante Jennifer Connelly. Uma pena, desperdício de duas atrizes maravilhosas num roteiro fraco e um tanto sem sentido. Parece que o objetivo era mostrar a angústia suburbana americana, frisar bem isso e... mais nada. Ok, já sabemos, sucks. Mostrem algo de novo, por favor!

O outro campeão da bizarrice foi The Fountain, com a Rachel Weiss e o Wolverine, cujo nome me escapa sempre. É uma história sobre... a fonte de junventude? A busca pela vida eterna? Uma escritora? Um médico-pesquisador? Um casal? Uma história de amor através dos tempos? Uma árvore? Não sei. É só muito bizarro e cheio de cenas belíssimas e propositalmente confusas para dar aquele ar de intelectualidade. Medonho. Mais um exemplo de muito dinheiro e talento gasto para morrer na praia.

Também vi Uma noite no museu (divertido), O amor não tira férias (previsível e com o Jude Law delicioso) e o magistral Stranger than Fiction. Fazia tempo que eu não gostava tanto de um filme, até o Will Ferrel está ótimo e convincente no filme. A Emma Thompson está maravilhosa, claro, e o roteiro é bonito.

Marcadores:

Sexta-feira, Junho 22, 2007

Apocalypto

Finalmente vi o filme, depois de ouvir falar bem menos do que gostaria. Primeiro filme depois do mega polêmico Paixão de Cristo, que eu não vi. Como não teve polêmica religiosa, o filme quase não apareceu. Uma pena, é excelente. Assustador e muito violento, mas nunca de forma desnecessária. Um filme de silêncios, mas com movimento constante. Um filme de fôlego e muito bonito.

Me deu vontade de voltar ao México e olhar para as pirâmides de Chitchen Itza com outra perspectiva. Tentar imaginar as cabeças rolando pelos degraus e o sangue manchando a pedra. Tentar imaginar como faziam aqueles cabelos e como conciliavam a ciência astronômica avançada com os sacrifícios humanos aos montes.

404px-apocalypto_teaser.jpg


Recomendo fortemente o filme, mesmo para quem não gosta de história. As lutas são excelentes, tem a cota certa de sangue, tem cenas engraçadas, é divertido além de impressionante. É um filme um pouco frenético, pois fala de declínio, caos. E termina com a melhor cena: os navios espanhóis chegando na costa do México. Tive calafrios.

Marcadores:

Quarta-feira, Março 21, 2007

Madame Deficit

Marie Antoinette recebeu muitos apelidos em vida, a maioria continuou em vigor após sua morte. Madame Deficit era um deles, criado pelos parisientes mortos de fome devido à escassez da farinha. L'Autrichienne era outro, bem mais ofensivo (pode ser traduzido como "a austríaca" ou como um trocadilho: "a puta [chienne = cadela = puta] austríaca"). Ela possivelmente foi uma das figuras históricas mais odiadas de todos os tempos, apesar de agora estar ganhando novas dimensões. O tempo faz desaparecer as tendências políticas e hoje é possível tentar encará-la apenas como uma mulher.

E foi isso que fez a escritora Antonia Fraser na excelente biografia "Marie Antoinette: the journey". O livro inspirou a Coppola a fazer o filme, que pude ver ontem na enorme tela do cinema. E que belo filme, apesar de todas as omissões e adaptações.

A bela fábula da nobre Revolução Francesa é cruel de todos os ângulos que se analisa. E no entanto a realeza européia era predatória sim e é impossível imaginar hoje um mundo políticamente dominado pelo absolutismo monárquico. O que é assustador é o volume de sangue derramado - e os requintes de crueldade usados - para chegar a este tão nobre fim republicano.

Os relatos das revoltas em Paris e no restante da França durante os anos mais radicais da révolucion são de gelar o sangue, independentemente de quem foi a vítima. A morte de uma das favoritas de Antoinette, a Princesa Lamballe, foi algo de selvagem e medonho. E, ao contrário da Lamballe, houveram milhares de vítimas que mal sabiam porque estavam sendo atacados...

Marie Antoinette e Louis XVI mereciam morrer? Sem atacar diretamente a questão, o filme da Coppola fala sobre isso. Como culpar uma menina de 14 anos pela sua falta de interesse pela política? Como culpar uma moça de 18 que nunca viu o lado de fora de um palácio pelas crianças passando fome nas ruas? Como esperar que o Rei e a Rainha fossem diferentes do meio onde foram criados e mantidos confinados durante toda a vida?

As cenas da etiqueta de Versailles causam risos no cinema, mas são mesmo exemplos tristes da completa falta de foco de toda uma classe. Assim como causa tristeza imaginar a perspectiva daquela pequena família, completamente perdida na frente de uma forma radicalmente nova de entender o mundo. A ex-arquiduquesa austríaca, ex-delfina da França e ex-Rainha da França não poderia ter uma posição política que não fosse conservadora.

O filme é excelente ao mostrar sensações em vez de fatos. A sensação de tédio na vida vazia da corte. A sensação de frustração da delfina e rainha que não conseguia cumprir sua única função: ter herdeiros. O medo, o isolamento, a inconseqüência, a simples vontade de se divertir... E Kirsten Dunst cumpre bem o papel da princesa inocente e despreparada. O restante da família Bourbou poderia ser melhor, ou pelo menos mais gordos. Os cenários são magníficos. As roupas idem. E a trilha sonora, grande fonte de medo para mim, é perfeita.

No fim, é um filme melancólico como todos os da Coppola. Mas não achei um filme afetado, pelo contrário. Os silêncios não me incomodaram, apenas contribuíram para criar um clima bem orquestrado.

Corra para o cinema e depois passe na livraria para levar a pérola de Antonia Fraser. Imperdível.

Marcadores:

Domingo, Março 04, 2007

Babel

Finalmente vi Babel, atrasadíssima como estou em relação aos filmes. Gostei, mas não amei. Achei forte, mas não tão forte quanto me falaram. Como todos os filmes do Iñarritu, as implicações políticas ficam por conta do espectador. E as quatro culturas diferentes que ele explora no filme (americanos, latinos, muçulmanos e japoneses) acabam interligadas pelo infeliz tiro no Marrocos.

Gostei das atuações discretas do Brad Pitt e Cate Blanchett, gostei do lindinho Gael como o mexicano inconsequente e adorei a senhora que faz a babá mexicana. O desespero dela no deserto foi algo extremamente convincente. O mesmo para os meninos marroquinos que sem querer detonam todas as conexões e muitas das tragédias.

Como em 21 gramas, a sensação de desperdício é gigante quando termina a história. Perdas desnecessárias, vidas destruídas e muito pouco recuperado. E a histeria reativa das pessoas é muito bem demonstrada.

Fiquei tentando imaginar o que eu faria no lugar da mulher baleada, da babá, dos meninos... É difícil imaginar algo menor do que pânico. No fim das contas, gostei. Mas não amei mesmo. Não entrou no hall de favoritos e se houvesse recebido o Oscar, teria sido mais pelo tema (corajoso) do que pela execução.

Marcadores:

Segunda-feira, Janeiro 08, 2007

Tudo se ilumina

I have reflected many times upon our rigid search. It has shown me that everything is illuminated in the light of the past. It is always along the side of us, on the inside, looking out. Like you say, inside out. Jonathan, in this way, I will always be along the side of your life. And you will always be along the side of mine. - Alex

everything_is_illuminated.jpgTerminei em uma semana o excelente livro de estréia de Jonathan Safran Foer, Tudo se Ilumina. Eu ia esperar para comprá-lo em inglês, mas não aguentei a curiosidade e até que não me decepcionei com a edição brasileira. A história eu já conhecia em linhas gerais do também excelente filme com Elijah Wood.

O livro e o filme têm méritos diferentes e, acho, objetivos diferentes. Ambos são extremamente interessantes e belos, me emocionaram muito. Um bom resumo da história seria um rapaz americano buscando suas raízes judaico-ucranianas com base na história do seu avô. Ele é acompanhado pelos mais despreparados guias turísticos da história, mas também os mais sensíveis ajudantes que ele poderia ter.

Apesar do personagem Jonathan Safran Foer ser "o herói", eu me apaixonei por alex/Sasha e sua família maluca e violenta, sua forma engraçada de falar inglês, suas observações genais (principalmente no livro). São os ucranianos que conquistam a história enquanto o americano simplesmente catalisa o presente na sua busca pelo passado. Vale muito ler e ver.
+++

Eu sempre tive vontade de fazer uma viagem parecida, conhecer Pola na Croácia e a província de Veneto na Itália. Consigo muito bem me imaginar desembarcando em Pola com meu sobrenome local, sem falar uma palavra de croata e buscar a família que ainda tenho lá (em quantidade). Meu bisavô foi um dos poucos da família que saiu do país, em 1914, para trabalhar na embaixada austro-húngara no Rio de Janeiro. Deu sorte, pois todo o restante do batalhão que entrou na academia militar junto com ele acabou morrendo nos primeiros meses da 1a. Guerra Mundial.

Já os meus bisavôs maternos vieram da Itália para o Brasil fugindo da pobreza e da fome. Foi um esquema meio Terra Nostra, minha avó já tinha sido concebida quando eles fizeram a travessia. Conseguiram terras no interiorzão do Rio Grande do Sul e já formaram uma imensa família com 12 filhos.

Dos italianos não tenho fotografias, o exato oposto do que acontece com a família paterna, que gerou literalmente centenas de fotografias. Não é para menos, pois o avô da minha bisavó foi um dos primeiros fotógrafos a se instalar no Rio de Janeiro. Um dia, quando eu tiver grana, vou restaurar todas e guardá-las da forma certa. São história que hoje está quase perdida, pois eles não deixaram anotado os nomes de todas as pessoas retratadas. Continua sendo lido de qualquer forma.

E um dia eu também vou fazer a viagem até as raízes deles.

Marcadores: , ,

Quarta-feira, Novembro 22, 2006

Munique

p1_munich.jpgOntem eu vi Munique depois de muito adiar. Filme do Spielberg sobre questões judaicas me cansa, sinceramente. Mas esse parecia diferente, então me interessei. É de fato um filme politicamente corajoso, já que em alguns momentos compara os terroristas árabes com os assasinos israelenses. Sinceramente, não entendo muitos dos sentimentos transmitidos ali. Não sei o que o árabe quis dizer com "casa" nem "nação".


Não tenho um sentimento patriota forte, como a maioria dos brasileiros. Faço parte da cultura brasileira, mas poderia ser de qualquer outra nacionalidade. Sei bem que sou culturalmente colonizada, ocidental acima de qualquer nacionalidade. Branca ocidental. Não me sinto mais em casa num evento tipicamente brasileiro do que um gringo se sentiria. Talvez seja por isso que eu me comunique tão bem com as pessoas de fora do país.

Voltando à vaca fria, gostei muito da atuação do Eric Bana no filme. Ele é um bom ator que infelizmente sempre será o Hulk. Também tinha gostado dele como Heitor em Tróia, apesar do filme ser ruim. Acompanharei melhor o rapaz, que não é totalmente desprovido de charme e carisma.

As cenas do sequestro olímpico são realmente emocionantes. Também é impressionante a rede de contatos que existe nesta dimensão paralela que é a de política pela força bruta. Somos todos ingênuos demais....

Munique: vale ver e pensar sobre.

Marcadores: