::lumos:: ::lumos::

Quinta-feira, Agosto 07, 2008

.banzo

hoje vou para o rio de janeiro na esperança de matar esse banzo que tá dentro de mim desde buenos aires. vontade de água salgada, areia e sol. vontade de chinelo, biquini e suco. vontade de dias inteiros de óculos escuros. no rio não há o silêncio, mas é preciso se contentar com as coisas boas.

então eu vou lá afogar o banzo no mar azul e sujo de ipanema. ou copacabana, se eu tiver no auge da preguiça. vou lá abraçar a família que me faz tanta falta e andar pelo apartamento que um dia foi todo o meu universo. e, quem sabe, comer uma empadinha do Belmonte, porque ninguém é de ferro, né?

Praia de Copacabana

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Domingo, Julho 13, 2008

.nesting

it is a freedom that you can allow yourself. or not.

há algo de muito misterioso e óbvio na força silenciosa de estar no ninho. há algo de acalentador porque me sinto segura. e, segura, posso me dar ao luxo de não sentir tanta urgência.

daqui de dentro, não me sinto obrigada a correr mais rápido para vencer os concorrentes imaginários. daqui eu posso ter minhas dúvidas, fazer meus planos de ação e simplesmente deixá-los na geladeira até que a calma volte a se apoderar de mim.

daqui eu vejo claramente que eu posso sim me dar ao luxo de não fazer nada e ver o que acontece. algumas raras vezes, é só isso que resta. let go. let it roll, baby, roll.

o que não tem jeito, ajeitado está.

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Quinta-feira, Maio 22, 2008

.60 revolutions per minute

Suor escorrendo pelas costas. Quadris e pés em movimento frenético. Cabelos grudados no rosto, que sorria sem parar. Às vezes um sorriso insano, às vezes tranquilo. Mas os pés e os quadris nunca paravam. De música cigana até tradições russas até música árabe e Mano Chao. Estávamos todos hipnotizados, suados e felizes.

.ciganomania

Assim foi a festa Ciganomania com DJ set e performance de Eugene Hütz, vocalista dos ciganos-punk Gogol Bordello. Houve também a performance da belíssica Mititika, de quem eu nunca tinha ouvido falar, mas que hipnotizou todo mundo com o sorriso de menina e os movimentos surpreendentemente discretos dos quadris e mãos. Belíssima, inspiradora.

Muitas das brasileiras lá presente seguiram seus movimentos e a voz constante de Eugene, que cantava, berrava, ululava ou simplemente conversava. Ele curtia tanto a festa que coloca as músicas para tocar na cabine do DJ e saia para o meio da confusão para pular com as pessoas.

Música de todos os tipos, para quem gosta de dançar. Música do Leste Europeu, música árabe, música latina, música e barulhos. Música para baixar a Pomba Gira e música para lavar a alma em suor.

QUando sai de lá às 05 da manhã, foi com pesar. A música e a dança continuavam a todo vapor, mas o corpo pedia pela cama. Mais uma música e me forcei a dizer adeus para a noite que entrou para a minha história pessoal. Muitos sorrisos, cansaço e alma renovada.

Eugene Hütz é meu pastor e nada me faltará.

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Sábado, Maio 17, 2008

.no banco da praça

O Leblon não me lembra você. Deve ser a abundância de cores, a umidade do ar, o calor e as roupas curtas. Nada disso me lembra você, mas o contraste empurra tua imagem borrada para o canto do meu olho. O que você acharia da moça de amarelo? E do cachorro marrom imenso? E da loira linda com o bebê feio? Há felicidade e sorrisos nos rostos do privilegiados da cidade. E só hoje eu não escolheria nenhum outro lugar para crescer.

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Domingo, Abril 13, 2008

.home

hoje me peguei emocionada com uma foto do pão-de-açúcar.

acho que estou com saudades de casa.
mas ainda falta.

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Sexta-feira, Fevereiro 08, 2008

.carnaval no Rio

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Quinta-feira, Janeiro 03, 2008

.volta

Quando o airbus pousou em CGH hoje no final da tarde de verão, eu senti meu coração bater mais forte de tanta emoção com aquelas nuvens cinza-chumbo pesadas que cobriam toda a cidade. Ao sair na rua, o vento fresco me abraçou e eu senti vontade de abraçar de volta e dizer "obrigada". Obrigada por levar embora o calor enlouquecedor e paralizante da cidade-mãe, obrigada por me salvar e me devolver a capacidade de andar, pensar, fazer coisas e tomar iniciativas.



Quase enlouqueci de calor nesse fim de ano. Definitivamente eu não sou mais 100% carioca, sofri demais e isso afetou meu corpo, minha cabeça e meu humor. Não consigo mais sentir os 41 graus na sombra e achar normal. Uma longa fase finalmente acabou. O Nix me entende.

Será que isso significa que vou suportar melhor o inverno?

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Quarta-feira, Janeiro 02, 2008

.virou!

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Terça-feira, Setembro 11, 2007

Big Brother Copacabana



Veja a série completa aqui.

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Segunda-feira, Setembro 10, 2007

Tropa de elite

Me mandaram o link cercado de elogios e eu fui lá conferir: a versão ainda não editada do filme Tropa de elite, sobre o BOPE no Rio de Janeiro.

Não é só sobre o BOPE, a tal tropa de elite, mas também sobre a Polícia Militar "comum". E principalmente sobre a cultura carioca. O filme é excelente, pelo menos nesta encarnação que eu vi. É cru, cruel, violento, engraçado, emocionante. Todos os atores brilham. Eu vibrei, xinguei, vivi e morri com os personagens. Tudo tão perto e, felizmente, tão longe da minha realidade.

Fiquei com vergonha do papel (bem realista e exato) dos universitários malandros playboys maconheiros. Fiquei com vergonha da gatchenha carioca. Fiquei com vergonha porque vi isto mil vezes e não acho que vá mudar. Fiquei com vergonha de poder ser confundida com estes personagens.

Fiquei triste demais pela minha cidade. Quando a realidade, mesmo que travestida de ficção, nos dá um tapa destes na cara, não tem como fingir que não está acontecendo. E não tem como fingir que não é preciso adotar um dos dois lados.

O problema é que nenhum dos lados é 100% correto. Há comprometimentos que eu não me sinto capaz de fazer, porque tem coisas que minha frágil consciência burguesa não consegue aceitar. Mais que isto, só digo pessoalmente para evitar os spoilers.

Fiquei com vontade de ler o Elite da tropa, livro que inspirou o filme. E ver o resultado final no cinema, claro.

+++

Engraçado este ser um dos primeiros filmes a vazar tão amplamente na internet e causar um enorme rebuliço no mundo virtual. Eu tenho minhas idéias sobre o que é pirataria e o que não é, realmente acho condenável gente comprar DVD falso. Quer ver de graça? Corre atrás do download, espera a transferência de bytes, deixe compartilhando com outras pessoas depois de ver. Não alimente mais uma indústria ilegal no país, compartilhe de graça entre amigos - sejam eles conhecidos ou não.

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Rio

É impressionante como eu gosto muito mais do Rio de Janeiro quando está quente e eu posso ir à praia e mergulhar naquele marzão verde.

O Atlântico

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Terça-feira, Junho 19, 2007

O fluxo inevitável

"Os amigos todos estão indo embora do Rio, chegando em São Paulo para buscar trabalho, dinheiro, carreira, futuro." Primeiro o Nix reclamou e hoje a Ciça, que infelizmente não posso linkar já que ela refletiu em sua coluna na Folha de São Paulo com conteúdo exclusivo para assinantes. A ilustre e talentosa Bruna Beber é a mais nova retirante a chegar em São Paulo, num fluxo que começou em 2003 com o Márvio, seguido de muitos amigos, conhecidos e agregados, além de eu mesma em 2005.

Ciça e Nix dizem a mesma coisa de formas diferentes, ambos já não conseguem mais esconder a tristeza da separação tão freqüente nem a melancolia de ver o Rio de Janeiro esvaziado das pessoas que eles mais gostavam ou admiravam ou ambos.Talvez por estar do outro lado, não consigo ver a coisa de forma tão triste. Foi bom crescer no Rio de Janeiro, foi ótimo estar lá de 2000 a 2003 quando a grande rede de pessoas interessantes se formou. Mas foi melhor ainda sair de lá em 2005, talvez até um pouco tarde. A razão que dei para justificar a mudança foi o trabalho e tenho vontade de rir ao pensar nisso. Desculpa esfarrapada. Já em 2004 eu conversava com o Bruno sobre como o Rio me parecia uma cidade em coma, um paciente terminal.

Sugar Loaf
(O Rio é chato, mas é lindo de fotografar)

Apatia, marasmo, mesmice, tédio. Só que morou sabe como é, mais do mesmo sempre todo ano. A cidade cai aos pedaços enquanto todo mundo fica mais velho e decadente sentado no boteco sujo discorrendo sobre como não existe nada melhor do que o Rio de Janeiro. Falta pulso, é como uma redoma que prende a cidade e as pessoas nela no que já existe. Como carioca nascida e criada, é claro que não sou isenta destas características. Mas não vi vontade de mudança, então resolvi aproveitar a oportunidade que apareceu e mudar-me eu. Os incomodados que se mudem, certo? Mudei. Penei. Pensei em voltar. Bati o pé e a minha teimosia me foi favorável: escolhi certo.

Em São Paulo eu posso escolher. Oportunidade, perspectiva, futuro. Estas são as três verdadeiras razões da mudança para São Paulo. E provavelmente serão as razões para uma possível futura mudança de São Paulo. Curiosamente, não são as oportunidades, perspectivas e futuro da vida profissional que me fizeram ficar. Os três são fortes nesta área, é claro, mas não são o suficiente para mim.

Em São Paulo eu finalmente vi a chance de ter uma vida próxima do que eu desejo. Em São Paulo eu vejo um novo mapa a desbravar - ainda não sei se é degrau ou platô. Sabe o que eu via no Rio? Uma linha reta, constante, estreita. Não era horroroso, era o que sempre foi e sempre será. Era um conjunto de lugares e hábitos e ritmos e limitações que não pretendia nem desejava mudar. O Rio é o "conhecido", o "familiar". Eu optei por mudar com a ilusão de que se tudo desse errado eu poderia voltar.

Bobagem. Não se volta ao passado. Hoje aquilo tudo praticamente não existe mais, apesar de ainda existirem vestigios. Sempre vou amar o Rio, é a minha cidade de origem. Ainda existem pessoas importantíssimas por lá. Mas, sinceramente, se todas se mudassem para cá eu jamais iria ao Rio todo mês. Nem mesmo todo semestre. Volto sempre pelas pessoas, pela família. Mas fico felissícima de ver São Paulo coletando mais gente legal para perto.

UPDATE: O tópico é quente! O Fred também escreveu sobre isso, o Giglio, a Bruna Beber e a Sarah Sioli. Por enquanto só cariocas se manifestando... A Rach foi quem disse o que eu queria dizer, clica nos comentários deste post para ler.

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Segunda-feira, Maio 14, 2007

Hoje correndo atrás do amanhã e depois

Cof cof cof. Uma inteira, por favor. Cof. Ai. Que fila bizarra! Cabe isso tudo no Circo? Será que o show vai começar antes da gente entrar? Finalmente entramos! Começou! Pula!

Hoje, amanhã e depois. Pula pula pula. Cof. Quando a maré encher. Olha a rodinha. Olha as palmas. Olha a galera pulando junto. Meu maracatu pesa uma tonelada. Sua. Grita. Aplaude. Pula. Sorri. Blunt of Judah. Da lama ao caos. Maracatu Atômico. A Praieira. Manguetown.

Lavei a alma. E longa vida ao Nação Zumbi! Não há banda brasileira que faça como eles, com a energia e criatividade deles. Amo.

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Versão 3.0

Como já passou da meia noite, é hoje. Alexandre Nix completa 30 anos de muita história para contar. Alguns destes anos me orgulho de ter passado ao seu lado. Quase seis anos, na verdade.

Amigo, irmão, sugar daddy, pervert, amado. Amado. My own personal defense against stupid. A pessoa que está sempre lá. O dono dos melhores sofás do mundo. O colo macio e aquele a quem eu nunca consigo surpreender, mas normalmente assusto. E mesmo assim a gente se ama e se adora e abusa do skype.

Esta declaração toda é um agradecimento e um pedido de desculpas. Não deu para ir na festinha, mas haverá compensação. It's a promise. Feliz aniversário, querido!


Day 59 - Your eyes on mine

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Terça-feira, Maio 08, 2007

Não vai dar pra te abandonar nem te adiar

"Não se engane por qualquer aparente alegria. Estamos todos perdidos em Copacabana, e nossos ares confusos, nosso estranhamento, nossa solidão, que podem aparecer em forma de enganosa felicidade, não caberiam em nenhum outro lugar."

Alguém entende como eu me sinto ao voltar para o Rio e como me sintia quando morava lá. Alguém além do Márvio, digo:

"Quatro horas da manhã
Nem sinal, a noite não pode parar
Os carros que vêm na minha contramão
Dão cinco tiros sem direção
Uma hora, R$ 100
Tão mulher que eu nem pude acreditar
No Leme, no Lido, no Arpoador
Copacabana sabe até falar de amor
Vem depois esse silêncio
Como o som de um paraíso infernal
No gozo que vem com um grito de dor
Copacabana sabe até falar de amor"

Copacabana. Tantos mundos e tão inexplicável. Quase sinto saudades. But not really.

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Domingo, Fevereiro 18, 2007

Rio Body Count




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O teu cabelo não nega

Carnaval de contrastes no Rio de Janeiro. Nesta sexta tentei aproveitar o Concentra mas não sai, só que tinha tanta gente que não dava para chegar perto o suficiente para ouvir a música. Daí fomos embora e esbarramos no bloco Brejeiro, cheio de gente feliz, animada e com um clima sensacional.

Dançamos as marchinhas clássicas todas as (muitas) vezes que tocaram, os poucos sambas enredos gritados em voz bêbada, os hinos de futebol berrados de forma etílica. Vi, sorri, ri demais, dancei um pouco e andei muito. Encontrei gente que eu não via há anos e ganhei abraços incríveis na madrugada quente.

Suei, me molhei por causa das pessoas que entraram no chafariz, corri pela praça. Vi muita coisa engraçada, vi gente caindo, vi gente dançando, vi gente caçando e vi gente se dando muito bem. Vi o suficiente até a hora em que meus pés se recusaram a continuar de serviço. Voltei de favor, banho, ar condicionado abençoado. Deitada na cama pensei comigo mesma que o grito de carnaval acabou sendo inesperadamente bom. Os gringos de SP certamente não têm do que reclamar.

E nem eu.

Fotos, como sempre, no Flickr.

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Sexta-feira, Fevereiro 02, 2007

Ema

Ontem eu recebi um email emocionante da Rach:
Mudança é um troço divertido. Tirando a parte cansativa, é um delícia porque você acha coisas do arco da velha. Aí eu achei um caderninho meu que andava na minha bolsa, lá nos idos de 2003. Tem vários recadinhos de vários amigos. E tem um do Gabrig, vejam só:

"A gente, até certo ponto da nossa vida, fica muito preocupado com a pessoa da nossa vida. A gente fica atrás daquele amor que aparece nos filmes e se senta no meio dos amigos sonhando com uma pessoa fantástica.

Todos deveriam se arrepender. Se arrepender e olhar à sua volta o mais cedo possível. Porque seus amigos, todas aquelas pessoas que estão ao seu lado, estarão lá sendo você maravilhoso ou não. Eles estarão ali, mesmo com todos os seus defeitos.

Então a gente compreende, às vezes tarde demais, que aquelas são as pessoas da nossa vida."

Beijos, Rach

E é isso. Eu amo meus amigos e sou uma ema.

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Segunda-feira, Janeiro 29, 2007

Run Lola Run

Eu quase não pisei em casa nas últimas três semanas e realmente mal passei pelo blog neste tempo. Compromissos sociais, enrolação própria, viagem, instalação de novo computador, configuração de wi-fi doméstica, outra viagem... A vida anda corrida demais, mas feliz. Só que eu estou com saudades de ter uma casa limpa e arrumada. Saudades de ter tempo de passar as roupas antes de sair correndo pelo mundo.

Correr pelo mundo foi muito do que eu fiz em 2006 e principalmente agora em 2007. Duas visitas ao Rio, uma a Houston e muitos outros destinos por vir. Já estou achando normal arrumar as malas com 4 dias de antecedência porque não dá tempo de arrumar na noite anterior. Já peguei carro, ônibus e avião. E viajo todos os dias para o município próximo, dormindo feliz e contente no ônibus executivo (que infelizmente nem sempre tem ar condicionado).

Viajar é necessário, mesmo que seja apenas para sentir falta do lugar onde eu realmente preciso estar. Eu preciso estar em São Paulo, apesar do sotaque com o qual nunca vou me acostumar, apesar de faltar o oceano, apesar de não ter calor. Eu preciso de São Paulo apesar de faltar algumas pessoas mais do que importantes.

As pessoas, felizmente, ficam próximas usando de todo tipo de tecnologia disponível. E agora com a iSight integrada no Macbook, fica mais fácil ainda de fazer palhaçadas online. Mas todos os detalhes da transição para a Apple ficam para outro post. Este aqui é o post emo em que eu deixo claro o quanto gostaria de postar mais, mas não posso. É isso :P

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Quinta-feira, Janeiro 04, 2007

Crescendo

No final de 2006 tive amplas oportunidades de ver e pensar sobre as pessoas que me cercam. Os amigos, a família, todo mundo que já me acompanha há mais ou menos tempo. A maioria dos amigos está presente desde 2001, quando eu encontrei um pouco de sanidade e também pessoas mais parecidas comigo. Desde então, foi um festival de amigo me apresentar novos amigos, uma beleza.

E agora eu vi que a maioria dos mais próximos, os do fundo do coração, estão felizes. Alguns casados, outros prestes a casar. Felizes com pessoas incríveis que viraram amigas também. Na hora da virada, abraçar os casais foi a melhor parte. Faltou um banho de champagne e sal grosso, faltaram palavras para que eu pudesse dizer tudo o que eu queria. Faltou um pouco de silêncio para ouvir os fogos.

Mas os casais amigos são uma parte tão feliz da minha vida que hoje eu tô muito emocionada de ver o e-mail com o primeiro endereço conjunto de um dos casais mais próximos de mim. Amados, lindos, inspiradores. Me adotam sempre que estou no Rio, eu os amo. Não vejo a hora de conhecer a casa, de ver os dois construindo cada cantinho juntos. Eu fico feliz por todos e espero que a onda continue. Quero os amigo(a)s felizes e contentes e bem acompanhados em 2007. Quem sabe não viro tia em 2009? :D

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Por outro lado, há os corações amigos que ainda estão completamente vagos ou um pouco doloridos. Eu gostaria de poder ajudar, pois cheguei à conclusão (junto com o Jazzmo) de que a maior parte dos problemas do mundo é originada na falta de colinho.

Pensa bem... se o Saddam Hussein tivesse recebido colinho suficiente enquanto criança, você realmente acha que ele iria se dar ao trabalho de organizar massacres incontáveis? Faltou colinho, que deveria ter continuado a vir mesmo depois de adulto. Bush Filho não descansa enquanto não causar o máximo de morte e destruição possível em nome dos EUA? Definitivamente falta colinho, tanto na infância quanto agora.

O colinho (seja de mãe, namorada, namorado, filho, marido, esposa, amante, ovelha etc) é absolutamente fundamental na vida de uma pessoa. O lance é descobrir que colinho funciona para você e ir fundo. Eu sinceramente acho que os pedófilos não teriam esses impulsos se tivessem recebido o colinho necessário. E ninguém ia precisar de terapia se tivesse o colinho, que ainda por cima é de graça.

Então é isso que eu desejo para todo mundo em 2007: COLINHO.

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Quarta-feira, Janeiro 03, 2007

Feliz 2007

Então depois de tanta expectativa, veio o Reveillon, todo mundo pulou, dançou e se acabou. Muita comida e mais bebida ainda, muitas piadas e amigos. Não foi a virada mais animada, o barulho de fogos era pouco em Copacabana e Ipanema, as pessoas pareciam oprimidas pela chuva constante que marcou a cidade do dia 30 ao dia 02 de janeiro.

Eu imaginei tudo diferente. Não melhor, só diferente.

De volta a São Paulo, eu respiro aliviada porque acabou e eu sobrevivi. Virei várias páginas e ainda estou aqui, pronta para 2007. De malas quase prontas, com a casa quase arrumada, com o cabelo quase bom... Quase. A idéia é usar 2007 para que os quases virem algo definido, mesmo que temporariamente.  E aí que finalmente a vida vai adquirir uma outra rotina, que parece mais agradável. E vou voltar a estudar. Vou voltar a fazer exercícios físicos. Vou fazer RPG (o tratamento, seus nerds!). Vou arrumar a casa e adquirir móveis. Vou comprar botas pretas!

Eu desejo um ano novo muito feliz para todo mundo. Que 2007 concretize algumas das promessas que trouxe na virada e nenhuma das coisas nefandas. Que todo mundo fique mais em paz e menos sensível. Que todo mundo sorria mais do que chore, mas que chore de emoção quando for preciso.

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Quarta-feira, Dezembro 20, 2006

Reações

Eu descobri uma coisa óbvia nas últimas semanas: Toda ação gera uma reação.

Eu estou reagindo. Felizmente 2007 já começou no meu mundo e eu vou poder tratar de tudo isso com shiatsu quase grátis. Deixo São Paulo para voltar apenas em 2007. Mar, sol, calor, comidas e comemorações. Família e amigos, acima de tudo. Quero matar as saudades da minha antiga vida, quero ir ver o Cabaret tocar na saudosa LOUD (Cine Íris! Yay!), quero andar na areia e ir à praia durante a semana.

Quero distância do meu computador, por mais bonito e fofo que ele seja.

Quero tudo o que puder ser aproveitado, quero sentir os minutos, desfrutar dos segundos. 10 dias com a família oficial querida e a família não oficial tão querida quanto. Quero muitos abraços, muitos sorrisos e muito colo. Quero meus meninos do coração e as meninas queridas que fazem as minhas visitas mais felizes (apesar do enorme desfalque do Nix e da Natalia).

Feliz Natal aí :)
locoroco_natal1.JPG

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Quinta-feira, Dezembro 07, 2006

Adeus 2006

Adeus 2006, ano das promessas não cumpridas. Para mim, 2006 acabou no dia 30 de novembro. Meu reveillon antecipado aconteceu no dia 03 de dezembro, numa pista lotada de pessoas suadas e sorridentes. Renovação, muita renovação. Cada vez melhor, cada vez mais interessante. E desta vez COM diversão.

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Este talvez tenha sido o ano mais difícil da minha vida, assim como foi o ano mais complicado para muita gente à minha volta. Complicado, talvez porque 2005 foi unanimamente doloroso.

Me deixei levar pela maré. Houve dias de verão muito felizes, cheios de sonhos em que eu ignorava as sombras propositalmente. Houve devaneios, quando abri mão de tudo em nome da liberdade. Houve lições inesquecíveis. A liberdade não era o que parecia, tentei viver para trabalhar, preenchi todas as horas do meu dia com tarefas e responsabilidades. Peso, muito peso.

É claro que isso não funcionou, era apenas mais uma bobagem. E como toda bobagem, cobrou um preço maior do que eu gostaria de ter pago.

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Reagi e me fechei numa carcaça rígida enquanto tentava segurar as rédeas da vida. E aí cometi um dos meus maiores pecados do ano. Descuidei de tudo, de mim, do trabalho, da vida em geral. Me descuidei das pessoas queridas e da minha reputação.

O preço veio alguns meses depois, mas felizmente depois de eu descobrir que Tyler Durden tinha razão: I'm Jack's Calm Resolve. I'm NOT Jack's Angry Fist. Pela primeira vez no ano, me calei. E comecei um novo caminho: cuidar de mim. Eu só queria parar de mimimimimimimi, porque isso cansa depois de 26 anos.

Quando veio o tsunami, eu estava concentrada demais olhando para o próprio umbigo e, estranhamente, foi isso que me salvou de mais uma crise, mais um drama. Sem choro, eu me distanciei do que não podia controlar. Acho que aprendi alguma coisa e espero ter surpreendido.

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Mais do que em outros anos, em 2006 os amigos e a família foram essenciais. Ambos me deram um apoio inimaginável sempre que precisei (e eu precisei muito). Este também foi um ano de retomada de coisas importantes, como a amizade com o Nix, o prazer em desenhar, escrever, conversar, ler...

Eu tive a honra de compartilhar o ano com pessoas já muito queridas e conhecer novas peças. Fiz amigos em São Paulo que eu não esperava ter tão cedo: Lígia, Camile, Sérgio, Costela, Carol, PatríciaCP, Klein, Edu...

E, ao mesmo tempo, me mantive firmemente ligada aos cariocas: Rachel, Merino, Gabrig, Bruno + Fê, Shade, Jazzmo, Juliana, Bárbara, Lia, MAB, Daniell, AlexCP... Tenho certeza de que estou esquecendo pessoas, mas elas sabem que são queridas e me perdoarão.

Senti muita falta da Natalia este ano.

Jaime foi companheira constante das andanças pelo RJ e SP. E tive felicidade de poder conviver com o melhor roomate do universo, Márvio. Gentil, compreensivo, discreto e divertido, morar com ele em Higienópolis é parte do que eu precisava para ficar mais tranquila e feliz.

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Agora continuo correndo atrás de algumas coisas que já deveriam existir em mim, a personalidade perdida. Deixei de ser parte de algo para ser apenas eu mesma quando eu já não sabia o que isso significava. Mas eu estou disposta a descobrir.

Que venha 2007 e muitas revoluções. Feliz ano novo para vocês!


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Melhores de 2006:
Evento - Casamento do Bruno + Fê
Viagem - Paris em Janeiro, seguida de perto pelo Rio de Janeiro no Carnaval
Show gringo - New Order, só que eu não pude ir. Dos que eu vi, Art Brut no Motomix.
Show brasileiro - Cabaret, claro.
Noite - Milo Garage + ALôca
Pessoa - Difícil escolher uma só... então o prêmio vai para o trio Nix, Daniell e Sérgio.
Consumismo - Lojas do Bom Retiro em SP + Galeria Ouro Fino
Descoberta - Meu lugarzinho continua a existir nos sofás verdes
Bairro - Vila Madalena
Tema - Trabalho
Clima - Relembrar é viver
Música - Blood do Editors
Restaurante - Jardim di Napoli + DeliParis
Bar - Exquisito + Puri + Olho de vidro
Estação - Alto Verão!

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Quinta-feira, Novembro 30, 2006

Nostalgia

Às vezes acho que nunca haverá um ano como 2001. Neste período minha vida teve de quase tudo, o bom e o ruim completamente entrelaçados e inseparáveis. Diversão, muita diversão. Extremos e experiências. Eu gostaria de dizer que lembro de 2001 como o ano sem limites, mas os leitores vão logo começar a imaginar orgias, bebedeiras e bungie jumping, o que não é exatamente o que aconteceu.


Foi um ano em que meu cérebro não se sentia controlado nem tolhido por limites artificiais. Eu ACHAVA que fazia o que queria, dizia o que pensava, agia como se não houvesse ninguém olhando. E acreditar nisso me bastava.


Em 2001 conheci boa parte dos amigos que hoje são parte da família. Digo amigOs porque a maioria era composta de homens. E ontem um deles, do qual tenho infinito orgulho, mas com quem já não convivo tanto, fez um post no seu blog chique usando uma foto minha e falando de algumas das pessoas mais queridas que conheço.


O JP ontem encheu meus olhos de lágrimas de saudades, felicidade e simples nostalgia com o post sobre a geração de músicos-escritores do Rio de Janeiro. Na ordem da foto (esq. para dir.): Jazzmo, Ciça, JP, Márvio e Nix, estão na foto tirada por mim numa noite quente de 2001.





Estávamos no Empório comemorando o prêmio que Márvio acabava de ganhar por um de seus poemas. Eu ainda não tinha tido nem um terço dos papos cabeça com o Jazzmo, ainda não tinha ouvido a Ciça cantar blues, ainda não tinha lido nada do que o JP escrevia. O Márvio ainda andava pela noite carioca vestido de jogador de futebol e o Nix não fumava nem bebia. Éramos apenas jovens cariocas que amavam rock e a boemia. Éramos todos kamikazes de formas diferentes.


Eu fico feliz e triste de não estar nesta foto. Feliz porque seria uma exceção entre artistas, triste porque gostaria de poder me ver ao lado deles e lembrar do começo. É também uma das minhas fotos preferidas e, felizmente, os anos não conseguiram diminuir minha admiração por cada um dos presentes. O resumão de histórico dado pelo JP basta para ver que em cinco anos ninguém ficou parado.


Me emocionei ao lembrar que, apesar dos corações partidos e das confusões, éramos felizes e eu sabia. Neste ponto não posso falar pelos outros, mas eu sabia. Aproveitei cada segundo daquela vida nova e cheia de gente interessante. O clima era de que todos iriam estourar meteoricamente a qualquer momento. Eu era jovem e acha que era assim que acontecia.


Em 2001, havia a sensação nítida de que absolutamente tudo era possível. E talvez isso seja o que eu mais sinta falta.


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Orgulho dos amigos:



1. Amanhã tem lançamento do primeiro CD do Cabaret em São Paulo. O show acontece no Studio SP por volta da 1 da matina. No site da casa tem mais informações, como endereço, preço, promoções etc. O CD será vendido no local!

2. O Fred Leal contribuiu com o livro/revista 300 filmes para você ver antes de morrer, que está nas bancas do Rio e SP. "O título é bem explicativo: 300 filmes FODAS, mais um monte de informação extra: gêneros, listas, teorias, biografias, e tudo aquilo que um cinéfilo precisa ter decorado pra não fazer feio nos Espaço Unibanco e Mostra CCBB da vida."


3. Ainda sobre o Cabaret: a Lia Amancio escreveu sobre os meninos no segundo número da Rolling Stone brasileira. E ainda tem o Iggy Pop na capa!


4. O Nix criou um blog para contar como está sendo a produção do seu primeiro curta-metragem!

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Terça-feira, Novembro 21, 2006

O chamado selvagem

Quanto mais longo o feriado, mais rápido ele parece passar. Foram dias de sol e calor no Rio de Janeiro, dias que passaram sem que eu sentisse. Fui à praia, felizmente. Vi alguns amigos também. Vi menos do que gostaria, como sempre. E saí do Rio com a nítida sensação de dever visitas, conversas e horas de companhia para pessoas queridíssimas.

No entanto, tudo o que eu queria era ficar deitada no sofá, daydreaming. Também queria colo e aproveitei todo e qualquer carinho disponível nesses dias. Foram cafunés, abraços, afofamentos em geral. Enfim, foi o meu primeiro fim de semana de verão.


Sempre associei o verão à felicidade, como a maioria dos publicitários imagina. Não importa. Eu entendo o verão como algo que vai além da temperatura quente. É época de fugir do trabalho para ver os amigos e beber coisas geladas. É sentir aquele clima senegalesco e pensar que é muita sorte ter a praia à disposição. É olhar o mar verde transparente e se jogar dentro dele como se fosse outra dimensão. É dormir debaixo da barraca no final da tarde, depois almoçar de biquini e voltar para casa já de noite. É sal, areia e muita pele exposta.


Não faltou pele no Rio. Eu tinha esquecido como é legal ver as pessoas semi-nuas na rua. Eu tinha esquecido o que era sair de casa sem casaco, meninos sem camisa e meninas extremamente decotadas. Sim, é vulgar muitas vezes. Mas também é tão despreocupado, tão... livre. Fiquei nostálgica. Eu não queria voltar e não queriam que eu voltasse. Eu tinha tanto tempo a ser perdido lá... Aquela cidade é como um imã e precisei de toda a minha força de vontade para entrar no carro e, pela primeira vez em anos, dar adeus ao Rio acordada.


Foi bom voltar acordada de carro e sentir os quilômetros. Foi bom ver que não são tantos assim, mas são suficientes para justificar muita coisa. Foi bom ter tempo para colocar a cabeça um pouco no lugar. Mas não consegui escapar do Chico Buarque no iPod hoje, depois de toda a cantoria feminina do carro. Ah, as amigas...

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