::lumos:: ::lumos::

Quarta-feira, Maio 07, 2008

.longe

Pessoas são pessoas em qualquer lugar do mundo. Com um oceano de distância e a algumas dimensões luz de mim, as pessoas da noite de hoje sentaram comigo numa varanda a noite e olharam para a escuridão sem estrelas com o mesmo suspiro pós-refeição característico da abundância.

Há abundância por todos os lugares. Tudo é enorme, family-size, value-pack. As pessoas sorriem os sorrisos com base, pó de arroz e corretivo. Os batons impecáveis e as camisas sociais desajeitadas. Os verdadeiros geeks, os felizes e os simples.

Tudo aqui me faz sentir estranha familiaridade, como se eu tivesse passado a vida treinando para ser levemente estrangeira assim. Aqui é longe demais da minha âncora, então eu fico flutuando meio sem foco e sem rumo enquanto as coisas acontecem. Horas e horas que passam enquanto eu tento olhar pela janela, mas não dá tempo. Nunca dá tempo das melhores coisas. O jardim lá fora me olha pelo vidro e me condena um pouco por não estar lá.

Mais dois dias e a aventura continua. Mais quatro e ela termina. Too little too late.

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Quarta-feira, Novembro 14, 2007

É hoje

Esta véspera de feriado é particularmente especial. Finalmente, depois de 7 ou 8 meses, chegou o dia de ir para Curaçao.

Praias, fotos, eu e mirmã no paraíso curtindo.

Relaxation (ou quase).

Mas ficar tenso em Curaçao é bem mais fistáile do que em casa olhando a parede vermelha.

E lá vou eu, com a mala pronta para a previsão de 37 graus no feriado.

Fuy :~


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Segunda-feira, Setembro 10, 2007

Rio

É impressionante como eu gosto muito mais do Rio de Janeiro quando está quente e eu posso ir à praia e mergulhar naquele marzão verde.

O Atlântico

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Quarta-feira, Maio 02, 2007

Back in USSR

Voltei. Feliz. Exausta. Com sono. Endividada. Com saudades já. Com fotos. E roupas. E coisas outras. E um kit de arte para crianças. Com os pés machucados e a cabeça ainda olhando pela janela do trem entre New Jersey e New York.

New. New?

Faz frio em São Paulo e eu só comi porque a Lija veio me visitar. Me agarrei nos travesseiros e não queria mais sair. Esta terça-domingo trouxe coisas felizes. Sono merecido, a arte de não fazer nada. Quase um domingo completo. Papo furado, música, catching up. Catch me if you can.

E amanhã começa tudo de novo, mas tudo diferente. Então é bom, acho. Diferente. Novo. New.

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Terça-feira, Maio 01, 2007

Sala de espera

Acho que descobri porque as pessoas são forçadas a passar tanto tempo esperando quando voam de volta aos seus países. É na verdade um favor que as companias aéreas fazem, é o tempo que nós temos para voltar para a realidade.

Não é fácil quando você descobre tesouros inesperados durante o passeio. Não é fácil porque há uma série de sentimentos contraditórios envolvidos. As horas e horas e horas de espera são um tônico. Liga o iPod, olha pela janela, olha as lojinhas, caminha. Infla o travesseiro de pescoço, vê um episódio de Heroes, anda um pouco mais, come fast food. Olha o horário do vôo, verifica de novo o passaporte, cartão de embarque, olha mais pela janela. Olha. Pensa.

Possivelmente eu sou a única pessoa do universo que efetivamente gosta de aeroportos. Eu gosto desta sensação de não estar em lugar nenhum.

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Sábado, Abril 28, 2007

Hogwarts

Princeton se parece muito com a minha idéia de paraíso acadêmico. O cenário lembra muito alguns cenários dos filmes de Harry Potter, afinal Princeton tenta ser no continente americano o que Cambridge e Oxford são na Inglaterra. As ruas são fofas, os prédios da universidade são de tirar o fôlego e as pessoas se cumprimentam e conversam na rua. Gente do mundo inteiro que está aqui para estudar, ensinar, pesquisar.

Toda a cidade gira em torno da universidade, os alunos e professores têm desconto em quase tudo, há uma sensação forte de comunidade. No barzinho dos alunos de mestrado e doutorado, os preços são baixíssimos, o futebol de mesa é barato e as pessoas simplesmente chegam e dizem oi. Claro que todos sabem muito bem quando há gente nova, afinal a entrada é restrita aos alunos. Mesmo assim a simpatia é notável para mim, exilada em São Paulo onde as pessoas nunca falam com estranhos.

Portugueses, franceses, americanos, coreanos, japoneses, ingleses, russos, croatas, brasileiros... todos lá ouvindo uma música péssima, bebendo cerveja barata e conversando sobre absolutamente tudo do universo. É interessante voltar ao ambiente de faculdade, aquele momento em que a variedade de possibilidades futuras é palpável no ar.

Andando hoje pelo campus, eu pensei em como deve ser a vida de alguém que estuda e mora aqui, uma cidade minúscula do lado de Manhattan e convive com mentes celebradas pelo mundo. Soa mais glamouroso do que parece ao vivo, mas ainda assim é uma idéia tentadora para mim. A vida aqui acontece num ritmo tão diferente de tudo o que eu conheço, parece uma dimensão diferente.

É tão legal que eu troquei um dia na grande maça por um dia aqui. E olha que sorte, não me arrependi. Esbarrei numa enorme feira de rua, a melhor das formas de aproveitar um dia relativamente quente e ensolarado. Esta viagem está saindo muito melhor do que a encomenda. =)

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Sexta-feira, Abril 27, 2007

Take a glorious bite of the world

E depois de uma semana de trabalho intenso em Boston, cá estou de volta a Princeton. Não era o plano, não trouxe roupa o suficiente, não tenho dinheiro, não sei bem o que vou fazer, mas sabe o que? Era uma oportunidade que eu não podia perder. O vôo atrasou, eu fiz social com a chefia no aeroporto, vi Heroes e a excelente série The Tudors... e agora Princeton, campus, grad students, doctorate students, pubs, parties, New York, shopping!

Quem precisa de responsabilidade financeira quando se tem um cartão de crédito e uma (nova) máquina fotográfica excelente?

Aliás, a loja em NYC da BH Photo e Video é a coisa mais divertida do planeta. Nos fins de semana só abre aos domingos, porque todos lá são judeus de carteirinha. O serviço é excelente, todos os atendentes (a maioria velhinho) são um amor e eu sai de lá sorrindo sozinha como uma doida. É a Canon S3 IS mesmo, o preço foi bom e ela é menor e mais leve do que eu esperava. Ainda estou me adaptando com os controles dela, porque as configurações que eu tinha aprendido na outra estranhamente não parecem funcionar nessa.

Definitivamente eu não posso reclamar que a vida anda chata. :)

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Terça-feira, Abril 24, 2007

Wherever you may roam

Ontem eu recebi um dos melhores elogios dos últimos meses: "Ah, você é uma mochileira".

Sorri e continuamos discutindo sobre quais são as melhores malas para viajar, que detalhes do destino precisam ser levados em consideração, os modelos ideais de mala... essas coisas que aeroportos inspiram. O aeroporto internacional de Boston é relativamente pequeno e simples. Ajudou o fato de que, pela primeira vez desde sexta-feira, eu podia me dar ao luxo de pegar um taxi e ir para um hotel.

Luxos são agradáveis, mas viajar é mais do que o suficiente sem isto. Sempre quero viajar, aproveito absolutamente todas as oportunidades que surgem. Boston é uma das cidades que eu nunca achei que iria visitar, mas cá estou de novo. É uma sorte gigante, mesmo que eu tenha chegado aqui completamente exausta.

New York foi uma loucura, como o esperado. Eu levei meu corpo a quase todos os limites de cansaço que uma pessoa pode fazer antes de desabar. Quase 24 horas sem dormir, andando pela cidade com uma mochila pesada nas costas, casacos mil que eu colocava e tirava ao longo do dia, o encontro com a Jaime, comidas orgânicas, limonada de morango, festinha no Harlem, sono da tarde na grama do parque... mil dias em um, como nas melhores viagens.

Falar bobagens bêbada de sono, dormir de tarde no Central Park com a Patrícia,  o mini zoológico, a confusão do Times Square...

Foi isso, dois dias viajando equivaleram a um mês em São Paulo. Tão pouco tempo e tanta coisa para rever. É estranho (de uma forma boa) andar por uma grande metrópole do mundo e reconhecer lojas, prédios, esquinas. Me faz bem mais feliz do que todos os brownies de chocolate com sorvete de creme do mundo. E no meio disso tudo, você descobre mais uma esquina e ela fica gravada no seu cérebro. E descobre mais um restaurante e outra opção de caminho.

Quando o avião decolou de Newark (aeroporto que eu aprendi a amar), só me restou tirar fotos ruins da ilha enevoada. E ao pousar na ensolarada Boston, eu não consegui me comportar e fui andar pelas ruas, almoçar, visitar o MIT... Acho que estou me reconciliando com essa pequena parte do mundo.

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Sexta-feira, Abril 20, 2007

Deslumbre

Eu sou mesmo uma deslumbrada. Depois de todo o perrengue e correria para terminar o trabalho a tempo, consegui chegar em GRU sem percalços, socializei, resolvi tudo... e graças ao BrunoC estou aqui navegando wi-fi de graça. Ah, os amigos influentes e o laptop da empresa. Ah. Adoro. A viagem já começou bem, fiquei até com menos mau humor com o pior aeroporto da face da terra (GRU)...

GRU

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Keep your seat belts fastened

"If I can make it there, I can make it anywhere..."

São só dois dias in old New York, mas a empolgação cresce a cada minuto. Mil coisas para ver, fazer e aproveitar, tão pouco tempo... O programa principal será matar as saudades da Jaime, que eu vou ver em seu habitat natural pela primeira vez. O segundo será comprar minha câmera fotográfica nova e o terceiro é dar uma boa reforçada no guarda-roupa. Ah, e fotos, claro. Fotos nos melhores lugares da ilha, fotos com pessoas, das pessoas, do parque. Fotos do frio e das amigas.

A câmera nova deve ser uma Canon S3 IS, de acordo com a inestimável consultoria do meu guru fotográfico e o voto favorável da minha outra guru da fotografia. Estou empolgada, parece ser uma excelente câmera para iniciantes. Fotografia é uma paixão antiga, que eu nunca segui direito. Mas que graças ao Flickr estou retomando com muito gosto. E a ida aos EUA cai como uma luva para dar um incentivo extra. Câmera nova e tripé, uma belezura.

Depois vem a séria Boston com mil e uma atividades de trabalho. Mas com alguns momentinhos de folga, quando espero rever os lugares que me deixaram feliz em 2005. Vai ser estranho andar de novo por aquelas ruas e lembrar que há menos de dois anos eu tinha uma outra vida. Eu ainda consigo resgatar muito bem as sensações que tive por lá, o primeiro laptop, as saudades inexplicáveis, as ligações carinhosas, a ida gripada e com dor, a volta cansada e principalmente a recepção especial no Galeão.

Desta vez, será GRU, travesseiro de pescoço, cartão de milhagem, tapa-olho e cansaço o suficiente para me fazer acordar só em Newark. Melhor por vários aspectos, pior por outros tantos. Como a vida. E lá vou eu com a minha malinha creme roubada da família. Nada me deixa mais animada do que uma viagem =)

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Quinta-feira, Abril 05, 2007

CGH-SDU

Gatos pingados

E não é que Congonhas estava tranquilíssimo hoje de manhã? Não só consegui embarcar sem problemas, como nem peguei fila para o check-in da Gol. Ainda bem, porque eu sou lesada o suficiente para comprar uma passagem para 04 de abril e aparecer no aeroporto no dia 05... Felizmente a atendente teve compaixão suficiente para me colocar no vôo hoje, mais cedo, e não cobrar nada \o/

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E o avião vazio... Parece que nem a promoção de R$ 50 conseguiu animar as pessoas a viajar na Páscoa. Sorte minha! Tem mais mil e uma fotos do céu bonito no Flickr.

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Ready? Set? Go!

Laptop - Check
Celular - Check
Travesseiro de pescoço - Check
Tapa-olho - Check
iPod - Check
PSP - Check
Livro - Check
Caderno - Check
Cartão de embarque - Check
Documento - Check

Hoje começa a Helena World Tour - Abril 2007. Acabo de me vestir de "serial traveller" para poder encarar o tranco. On the road again. And again. And again. O que é melhor do que permanecer em movimento constante quando se está com a cabeça travada na tela azul? Lá vamos nós. Corre corre corre corre para visitar Nix, Dudu e Jaime. Corre corre corre corre para ver o Pão-de-Açúcar, o Gasômetro, o Empire State e Harvard. Corre corre corre para tirar fotos. E corre corre corre corre para voltar pra GRU. Corre corre corre corre para poder ficar quatro dias parada, quase imóvel. Corre corre corre para matar saudades e experimentar novidades.

Talvez abril seja o melhor dos meses.

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Segunda-feira, Março 26, 2007

VoeGol

Compre agora a Super Promo.
Escolha sua origem e seu destino.
Agora as datas de ida e volta.
Forneça seu nome de usuário e senha.
Forneça os dados do passageiro.
Utilizar meus dados.
Forneça as informações de pagamento.
Forneça o CPF do dono do cartão de crédito.
Clique em OK para efetuar a compra.

OK.

Venho por meio desta agradecer encarecidamente à Santa Gol e à Santa TAM pela graça alcançada. Nós temos um relacionamento turbulento, mas ambas sabem como meu coração preto e calejado do caos que é hoje voar de/para São Paulo. Santa Gol me mandou um milagre na última quinta-feira no formato da promoção de passagens a R$ 50 para quase todos os trechos nacionais. Já a Santa TAM resolveu revidar e deu desconto de até 90% durante o fim de semana.

E o melhor: quase não tive dificuldade para atingir a iluminação com a compra das passagens. Os sites ficaram lentos, mas eu persisti - e consegui. Viajo várias vezes por menos de R$600 no total, aproveitando finais de semana e feriados. Como contrapartida, prometo às Santas que não vou ficar irritada se tudo atrasar. Prometo que vou usar e abusar do webcheckin da Gol, o melhor do Brasil, e que vou tentar recuperar o número do meu Fidelidade para poder usar a TAM direito. Amém.

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Domingo, Fevereiro 18, 2007

O teu cabelo não nega

Carnaval de contrastes no Rio de Janeiro. Nesta sexta tentei aproveitar o Concentra mas não sai, só que tinha tanta gente que não dava para chegar perto o suficiente para ouvir a música. Daí fomos embora e esbarramos no bloco Brejeiro, cheio de gente feliz, animada e com um clima sensacional.

Dançamos as marchinhas clássicas todas as (muitas) vezes que tocaram, os poucos sambas enredos gritados em voz bêbada, os hinos de futebol berrados de forma etílica. Vi, sorri, ri demais, dancei um pouco e andei muito. Encontrei gente que eu não via há anos e ganhei abraços incríveis na madrugada quente.

Suei, me molhei por causa das pessoas que entraram no chafariz, corri pela praça. Vi muita coisa engraçada, vi gente caindo, vi gente dançando, vi gente caçando e vi gente se dando muito bem. Vi o suficiente até a hora em que meus pés se recusaram a continuar de serviço. Voltei de favor, banho, ar condicionado abençoado. Deitada na cama pensei comigo mesma que o grito de carnaval acabou sendo inesperadamente bom. Os gringos de SP certamente não têm do que reclamar.

E nem eu.

Fotos, como sempre, no Flickr.

+++

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Segunda-feira, Janeiro 29, 2007

Run Lola Run

Eu quase não pisei em casa nas últimas três semanas e realmente mal passei pelo blog neste tempo. Compromissos sociais, enrolação própria, viagem, instalação de novo computador, configuração de wi-fi doméstica, outra viagem... A vida anda corrida demais, mas feliz. Só que eu estou com saudades de ter uma casa limpa e arrumada. Saudades de ter tempo de passar as roupas antes de sair correndo pelo mundo.

Correr pelo mundo foi muito do que eu fiz em 2006 e principalmente agora em 2007. Duas visitas ao Rio, uma a Houston e muitos outros destinos por vir. Já estou achando normal arrumar as malas com 4 dias de antecedência porque não dá tempo de arrumar na noite anterior. Já peguei carro, ônibus e avião. E viajo todos os dias para o município próximo, dormindo feliz e contente no ônibus executivo (que infelizmente nem sempre tem ar condicionado).

Viajar é necessário, mesmo que seja apenas para sentir falta do lugar onde eu realmente preciso estar. Eu preciso estar em São Paulo, apesar do sotaque com o qual nunca vou me acostumar, apesar de faltar o oceano, apesar de não ter calor. Eu preciso de São Paulo apesar de faltar algumas pessoas mais do que importantes.

As pessoas, felizmente, ficam próximas usando de todo tipo de tecnologia disponível. E agora com a iSight integrada no Macbook, fica mais fácil ainda de fazer palhaçadas online. Mas todos os detalhes da transição para a Apple ficam para outro post. Este aqui é o post emo em que eu deixo claro o quanto gostaria de postar mais, mas não posso. É isso :P

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Domingo, Janeiro 21, 2007

macbooking

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Sábado, Janeiro 20, 2007

O retorno

Falando de Atlanta ao vivo, estou quase de volta ao Brasil. Nada mais de realidade americana, volta à rotina brasileira. Tem seus prós e contras. Estou morrendo de saudades da família e dos amigos, morrendo de saudades do calorzinho brasileiro e da liberdade de poder andar a pé.

De Atlanta, só vi o aeroporto. É o maior do mundo e também o que tem mais tráfego. Tem trenzinho entre os terminais, milhares de lojas e stands de fast food, essas coisas americanas. Tem até vending machine de iPod, que é uma das coisas mais inusitadas que eu já vi.

O problema são as filas intermináveis para tudo,  porque o aeroporto está constantemente lotado. Falta também um espaço para dormir entre as conexões,  ajudaria a passar as cinco horas de espera entre a chegada de Houston e a partida para Sampa.

Agora é só esperar que as perspectivas favoráveis se confirmem, trabalhar para que as expectativas sejam atingidas (e superadas!), seguir o novo caminho que tá se abrindo. Quem sabe o que pode acontecer?

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Believe the hype

São 11 da noite em Houston e finalmente minha mala está fechada. Foi difícil e exigiu muitas habilidades, além de uma bolsa extra de viagem (wallmart abençoado). E amanhã, dia todo em aeroportos (IAH-Atlanta-GRU), até chegar em GRU acabada, sem reais e sem chave de casa. Mas feliz com as coisas divertidas que aconteceram aqui. Viva as viagens. Viva as cidades. Viva as bizarrices dos EUA. E viva o chafé do Starbucks!
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Quarta-feira, Janeiro 17, 2007

Neve

Há cerca de 10 anos não nevava no sul do Texas, mas hoje caiu uma neve tímida.

O frio é intenso, as escolas foram fechadas e todas as pontes de acesso às freeways também. Muita gente ficou trabalhando de casa e, na TV, os repórters ficavam sempre esperando notícias sobre falta de luz ou algo do gênero.

Por mais camadas de roupas que eu coloque, não consigo parar de sentir frio. O aquecimento dos prédios me salva, felizmente, mas sair na rua (mesmo por cinco minutos) é doloroso. E dá-lhe Starbucks coffee, chás verdes e coisas do gênero.

Aqui tem mesmo um Starbucks em cada esquina, junto com um Wallmart, Best Buy e Circuit City (\o/).
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Parecem gotas d'água, mas são plaquinhas de gelo!

Ontem rolou um super jantar mexicano, com direito a Margueritas on the rocks, já que estava frio demais para beber frozen. É impressionante o tamanho dos pratos e copos aqui, tudo é gigante e completamente fora da proporção de seres humanos normais. Sharing is living, baby!

UPDATE: Felizmente minha carteira foi localizada em São Paulo, então terei menos problemas para reativar minha conta do banco e meus cartões de crédito. No entanto, o problema das encomendas continua, pois não dá para ficar sem dinheiro vivo :/

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Terça-feira, Janeiro 16, 2007

How y’all doin’?

Faz muito frio em Houston e há alertas de enchentes e neve. Não neva por aqui há 10 anos, mas talvez a noite de hoje tenha as combinações necessárias.

Uma série de combinações esdrúxulas depois, estou com três camadas de roupas quentes aprendendo coisas e conhecendo pessoas. Consegui recuperar meus cartões de crédito (ficaram perdidos no Brasil, foram cancelados e agora foram achados), consegui um cartão de emergência, cheguei no meu confortabilíssimo quarto patrocinado, consegui meu roteador wi-fi, consegui andar pela cidade toda e ver a NASA.

Foi tudo engraçado e divertido, exceto pelos momentos de frio intenso ou fome intensa. Houston é uma grande grade de freeways cercadas por lojas imensas com absolutamente tudo o que um ser humano poder querer comprar. As pessoas são extremamente sorridentes e falam com aquele sotaque arrastado que eu sempre vi nos filmes. Mas não tem quase ninguém vestido de cowboy, não vi nenhuma loja de "roupas típicas" e a cidade é cheia de árvores verdes. Nada de cactus estilo Lucky Luke. Nada de deserto, muita chuva.

Talvez amanhã eu não possa trabalhar por causa de uma tempestade de gelo que está começando agora. Dependendo da intensidade, as ruas serão fechadas e todo mundo vai ficar em casa, torcendo para não faltar luz. Muito estranho este país de extremos. Domingo eu estava no golfo do México, com sol, agora estou esperando uma tempestade de gelo...



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Segunda-feira, Janeiro 15, 2007

Alugando carro na Hertz

Las Panterassss

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Confusão americana

Estou viva (barely) e no Texas, que é um lugar um tanto estranho. O vôo foi tranquilo, apesar de eu quase ter perdido minha conexão em Atlanta devido à imensa fila na imigração. A poltrona do 767 da Delta é ridícula de tão pequena e desconfortável, mas o cansaço me venceu e eu até perdi o "café da manhã" do avião porque dormi.

Não tive tempo de fazer nada em Atlanta além de discutir minhas tatuagens com o agente da imigração e correr até o portão (errado) para pegar o vôo. Nas quase 2 horas até Houston dormi e conheci uma outra brasileira, uma física que estava vindo a trabalho para Houston. Em Houston nos separamos na Hertz, onde quase morri do coração.

Fui procurar minha carteira e não achei. Tirei tudo da mochila e não achei. Tirei tudo da mala e não achei. Simplesmente não estava lá. Com todas as minhas forças, contive o choro. ADEUS CARTÕES DE CRÉDITO. Adeus cartão Smart VR. Adeus Identidade brasileira. Adeus cartão da conta do banco. Via Nextel, contactei a família, que imediatamente cancelou todos os meus cartões. Não houve nenhum débito indevido, felizmente.

Mas que susto imenso! Ainda não me recuperei do baque. Todo o meu planejamento de compras foi por água a baixo, já que eu simplesmente não posso ficar sem dinheiro vivo e não tenho nem reais para a volta.

:(

Os presentes que eu ia levar serão prejudicados :/

E ainda por cima eles não vendem na loja o Macbook com a configuração que eu quero. Se eu conseguir comprar, terá que ser uma config padrão, bem menor do que a que eu queria inicialmente :(

MAS EU ESTOU VIVA. E possuo um PSP avec Locoroco. E o carro que alugamos é divertido DEMAIS. Ele até fala.

Hoje eu vi o Golfo do México. E um trilhão e meio de lojas. Amanhã tem NASA...

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Sexta-feira, Janeiro 12, 2007

Texas Babe

E aí que hoje eu tô indo para Houston, Texas. Cowboys, NASA, comida mexicana. LOJA DA APPLE. Hot Topic. Dois dias e meio de diversão, quatro de papo sério. Fotos e comentários aparecerão aqui com a maior freqüência possível, dado que o hotel oferece banda larga grátis para as pessoas providas de notebooks.

Faço conexão em Atlanta, por ironia do destino (em 2005 quando fui para Boston fiz escala em Houston). Quero ver o Golfo do México, o Battleship Texas e o Museu de História Natural. Tem IMAX lá. Já recebi indicações de restaurantes, pub, lojas, museus...

E o melhor de tudo é que eu vou acumular milhas no meu Smiles para poder ir ao Rio no Carnaval. \o/

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Sexta-feira, Janeiro 05, 2007

Switch

Quem acompanha meus links diários do del.icio.us já deve ter percebido a freqüencia de links sobre Macbook e dicas de uso de computadores Apple em geral. Eu fui engolida pelo hype e me apaixonei pelos pequenos macs, lindos e robustos. E agora estou prestes a investir uma grana pesada (e suada, demorada) num Macbook branco (porque é 200 dólares mais barato que o preto) com um HD incrível, memória e os cobiçados processadores Intel Core Duo 2.
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Só tem um detalhe: eu nunca tive um Apple e só cheguei perto do OSX uma vez. Já usei Linux, então a estrutura de arquivos não é completamente alien, mas também estou longe de ser especialista. Eu cresci e floresci dentro do Windows, que eu até gosto bastante. Meus motivos para comprar um Apple são qualidade de hardware e um pouco da aventura do novo mesmo. Felizmente eu posso me dar a esse luxo, surgiu a oportunidade perfeita de ir lá comprar por um preço só caro (e não extorsivo), enfim... eu quero e pronto. É o suficiente, não?

Uma vez tomada a decisão, começaram os medos. Como vou particionar o disco? Como vou particionar deixando espaço para OSX, Windows e drive de dados? Será que o teclado vai me causar muita estranheza? Como funciona o teclado apple com o Windows? Que programas vou usar? Eles são gratuitos? Tem bittorrent para mac?

Ou seja, uma infinidade de perguntas, dúvidas e inseguranças. Mesmo assim, prosseguirei. Não pode ser tão difícil se tanta gente faz. Eu sou esperta e consigo. E haja backup dos meus dados windowescos para me deixar dormir mais tranquila. Felizmente a internet oferece MUITA ajuda para novatos do universo Apple, inclusive um tutorial excelente de um português (que também sofre com a falta de representação direta da Apple) que migrou e vai ensinar o B-A-BA da coisa.

Estou animada com o brinquedinho (mesmo, ele é pequeno) novo, que terei em mãos em exatos 9 dias. O melhor vai ser ter o prazer de ir na loja e sair com ele debaixo do braço, na caixa, oficial, escolhido por mim. Mine. My preciousss.

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Segunda-feira, Julho 24, 2006

POA

Passei o fim de semana em Porto Alegre com a família materna quase toda reunida. Faltou só uma prima curitibana. Foi bom ver quase todos muito felizes e muito bem sucedidos dentro daquilo a que se propõem. Foi bom ver, mesmo que rapidamente, as crianças que não me reconhecem mais e que eu gostaria de poder estar perto sempre. Mas o melhor foi poder ver de novo meus pais, meio que roubando o tempo e enganando a vida.

É engraçado pensar que já fui a Porto Alegre inúmeras vezes e não conheço quase nada da cidade. Não sei andar por lá, muito menos conheço as coisas que a cidade oferece. Meu tempo lá é 99,999999% família e 0,000001% para o xis coração, que não comi desta vez.

Ainda sinto sede por causa do churrasco simples de domingo. E não consegui tirar a impressão que todos eles têm de que sou uma menina que não fala nada nunca. Coloco a culpa no cansaço, que me tira a espontaineidade e me fez abandonar o casamento do meu tio antes da meia noite para ir dormir dentro do carro.

Casamentos são complexos. A cerimônia tende a cair numa das seguintes armadilhas:

1. Breguice

2. Pieguice

3. Constrangimento

4. Rapidez excessiva, dando impressão de que não é sério

Como não conhecia a noiva, não deu para avaliar bem. Além disso, a mistura de sono, sapato apertado e microfone baixo tirou minha atenção do discurso do ministro. Mas rolou uma interatividade da platéia, o que é meio estranho. Acho que sou tradicionalista demais...

Mas eu fiquei feliz de ver todo mundo feliz e ver a maior parte das solteiras sair de lá motivada a casar logo. Só assim as pessoas se reúnem!

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