.au revoir, campus party
A última coisa que fiz na #cparty foi percorrer os três andares a pé com a máquina fotográfica, batendo fotos ruins e sentimentais. Eu faço isso de guardar lembranças dos bons momentos da vida, às vezes até demais. Foram 300 fotos em quase 1 hora de andanças solitárias no meio da multidão.
Meu edredon, toalha e travesseiro estavam empacotados, assim como o computador, DVDs gravados, brindes e a última (e melhor ) camiseta que ganhei por lá. Muita gente que me acompanhou nesta semana louca já tinha ido embora, então a despedida em si não foi dramática. De qualquer forma, estamos sempre virtualmente juntos no Twitter, MSN, Flickr, Blogs etc.
Tentei fotografar o clima do evento a noite, a meia-luz da Arena com os LEDs piscando, os monitores coloridos e os rostos concentrados. Algumas pessoas conversavam, se abraçavam ou trocavam cartões. Muitos fotografavam a última noite, as pessoas, trocavam contatos e faziam webcasts.
Sábado foi o meu último dia de Campus Party e o saldo foi muito positivo. Fazia tempo que eu não me divertia tanto fazendo tanto esforço e dormindo tão mal. O prédio da Bienal é enorme, tem poucos banheiros, é muito quente durante o dia e eu não tenho colchonete.
Mas foi lindo. Desde 2000 eu não dormia em barraca, e valeu o sacrifício. Eu nunca tinha ido ao prédio da Bienal no Parque do Ibirapuera. São três andares e a área de acampamento era no último, perto do teto. Sem ar condicionado e sem tomadas para ligar um ventilador (a organização do evento proibiu eletrodomésticos). No segundo andar, onde ficava a Arena dos computadores e debates, havia ar condicionado central. Quando batia sol, ele falhava miseravelmente. Mas durante a noite era ótimo, chegava a ficar friozinho. No térreo, que era o espaço aberto ao grande público, nem uma brisa para contar a história. Possivelmente o pior lugar para se estar em todo o evento, dado o forte calor.
E no entanto, ninguém queria ir embora. Claro que a conexão linda de 5 gigas oferecida pela Telefónica era a estrela inicial do evento, mas quem passou algum tempo lá viu que não era essa a grande graça da Campus Party. O melhor era estar com as pessoas, ver as novidades das outras áreas e trocar informações com quem tinha interesses semelhantes. Isso não dava para ver em 1 hora de evento. Nem duas, nem três. Tinha que ficar lá mesmo, pelo menos uma noite. O não-dormir na Campus Party era a melhor parte.
Não poderia ser de outra forma: as noites e madrugadas eram a melhor parte. Hora em que a maioria dos participantes estava mais ativa, hora dos campeonatos de games, hora da Ola na Arena, hora das palestras principais com algumas das cabeças pensantes mais interessantes do meio.
Encontrei alguns conhecidos que viraram amigos. Conversei com algumas referências da internet brasileira que se consolidaram como gente que eu admiro. Dei depoimentos, recebi depoimentos, conheci algumas poucas pessoas das áreas mais técnicas e ri demais.
É claro que nem tudo foi perfeito. Há muito espaço para melhorar (e eu estou escrevendo sobre isso aqui), mas como a Campus party 2009 já está confirmada, tenho certeza de que o evento só vai crescer e principalmente se desenvolver. Foi uma forma de começar 2008 de verdade, agora é pegar todas as idéias fervilhantes que estão na minha cabeça e fazer algo de útil.
Que venha 2009 - logo!
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