outro dia fui alertada casualmente. tome cuidado, ouvi. não veja coisa onde não tem. não se engane. não fantasie. não não não.
eu sor-ri. pensei em te falar que era impossível pensar, o quarto já transbordava de outros sonhos adquiridos na coleção passada. e desde então, alertada, observo. de vez em quando considero. mas daí eu lembro… nunca andamos de mãos dadas.
e sem isso, há apenas secura com açúcar. e mais nada.
…This is our decision to live fast and die young We”ve got the vision, now let”s have some fun Yeah it”s overwhelming, but what else can we do? Get jobs in offices and wake up for the morning commute?
Forget about our mothers and our friends We were fated to pretend
I”ll miss the playgrounds and the animals and digging up worms I”ll miss the comfort of my mother and the weight of the world I”ll miss my sister, miss my father, miss my dog and my home Yeah I”ll miss the boredom and the freedom and the time spent alone
But there is really nothing, nothing we can do Love must be forgotten. Life can always start up anew…
it is a freedom that you can allow yourself. or not.
há algo de muito misterioso e óbvio na força silenciosa de estar no ninho. há algo de acalentador porque me sinto segura. e, segura, posso me dar ao luxo de não sentir tanta urgência.
daqui de dentro, não me sinto obrigada a correr mais rápido para vencer os concorrentes imaginários. daqui eu posso ter minhas dúvidas, fazer meus planos de ação e simplesmente deixá-los na geladeira até que a calma volte a se apoderar de mim.
daqui eu vejo claramente que eu posso sim me dar ao luxo de não fazer nada e ver o que acontece. algumas raras vezes, é só isso que resta. let go. let it roll, baby, roll.
Então é isso. Lá vou eu de férias para Buenos Aires curtir o frio, o doce de leite e os desconhecidos conhecidos. Andar, comer, fotografar, andar mais. Congelar. Até mais.
Acho que eu sou fã de Battlestar Galactica porque é uma série que nunca deixa de me surpreender. Tem algo de muito corajoso em construir sonhos e transformá-los em realidade crua dentro daquela realidade da série. Tem algo de muito humano nas traições, erros e contradições. Feels like home, dá até para esquecer que é no espaço, que é num tempo que não é o nosso. Apesar de toda a roupagem de sci-fi, aquilo lá tem pouco de fantasia na moral da história.
Essa é a última temporada e eu não queria que acabasse, apesar de saber que é melhor assim. Que venha o quinto cylon para me dar pesadelos. Ou me fazer chorar de emoção.
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